Roteiro da Defesa do Alentejo


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Roteiro da Defesa do Alentejo

Nos dias da guerra da restauração, nasceu um dos maiores heróis portugueses de todos os tempos. Dinis de Melo de Castro o defensor da difícil fronteira do Alentejo foi ferido 22 vezes em mais de 111 combates. Investida após investida, batalha após batalha, do norte ao sul da província, os seus feitos eram contados nos salões europeus e o seu rosto retratado em palácios italianos como se de um mito da antiguidade se tratasse. Sobreviveu aos generais que combateu, aos reis que o governaram e às feridas que o tempo lhe deixou. As vitórias na batalha de Montes Claros, Ameixial e Linhas de Elvas tornaram-no uma lenda.

Descrição

O Roteiro Completo do Alentejo começará no local onde Dinis de Melo e Castro nasceu, a Quinta do General, em Borba. A partir de Borba, será possível seguir os passos de um dos maiores comandantes portugueses ao longo de toda a Guerra da Restauração Portuguesa do Séc. XVII.

Guião

O Roteiro Completo do Alentejo começará no local onde Dinis de Melo e Castro nasceu, a Quinta do General, em Borba. A partir de Borba, será possível seguir os passos de um dos maiores comandantes portugueses ao longo de toda a Guerra da Restauração Portuguesa do Séc. XVII.

Itinerário / Pontos de Interesse

Quinta do General

Borba

Nasceu Dinis de Melo e Castro na sua quinta de Borba, aos oito de Março de 1624, filho terceiro de Jerónimo de Melo e Castro e Dona Maria Josefa Corte-Real.

Castelo de Borba

Borba

A 9 de Junho chegaram a Borba as tropas comandadas pelo Marquês de Caracena que a encontrou despovoada. Aproveitou os mantimentos deixados para trás e atacou a praça de Vila Viçosa. A resposta do exército português levou à Batalha de Montes Claros, perto de Borba.

Castelo de Elvas

Elvas

Quando os castelhanos cercaram esta praça-forte, a peste causava 300 mortes por dia, e o povo passava fome enquanto esperava o socorro que levou à Batalha das Linhas de Elvas.

Muralhas seiscentistas de Elvas

Elvas

O povo e os cavaleiros que se defendiam por detrás destas muralhas durante o cerco castelhano sofriam diariamente. A peste causava 300 mortes por dia, e os habitantes passavam fome enquanto esperavam o socorro que levou à Batalha das Linhas de Elvas.

Muralhas e Praça Elvas

Elvas

O povo e os cavaleiros que se defendiam por detrás destas muralhas durante o cerco castelhano sofriam diariamente. A fome, a peste e a espera causavam centenas demortes por dia, enquanto o exército português se organizava para socorrer a praça de Elvas.

Conselho de Guerra

Elvas

O local onde se tomaram decisões sobre quando e onde atacar as praças castelhanas. Aqui foram decididas as manobras estratégicas de todo o exército português.

Sé de Elvas

Elvas

Na Sé de Elvas rezou-se pelo bom retorno dos soldados portugueses, e pelos mortos dos milhares de soldados que ao longo de 28 anos de guerra perderam a vida em nome da independência portuguesa.

Ponte de Olivença

Elvas

Uma importante ponte estratégica que ligava a praça-forte de Elvas à praça de Olivença. Destruída pelas tropas castelhanas pela sua importância de ligação entre os dois reinos.

Castelo de Barbacena

Elvas

Alvo constante de assédio por parte dos castelhanos, em 1658, o Castelo de Barbacena foi mesmo forçado a render-se ao Duque de Ossuna. O mesmo viria a liderar as tropas inimigas na Batalha de Castelo Rodrigo.

Castelo de Vila Boim

Elvas

Um dos castelos que não conseguiu aguentar um conflito de quase trinta anos. Tinha mais de um século quando foi definitivamente destruído pela guerra.

Forte da Graça

Elvas

Num dos pontos mais altos da região, o local foi utilizado pelo exército castelhano que aproveitou a localização para apontar baterias contra a cidade, durante o cerco que precedeu a batalha das Linhas de Elvas.

Forte de Santa Luzia

Elvas

O Marquês de Torrecusa, o general castelhano que liderou a Batalha do Montijo, tentou assaltar o forte em 1644, sendo obrigado a retirar. O cerco a Elvas, por D. Luís de Haro, obteve uma resistência heroica que conduziu à Batalha das Linhas de Elvas.

Hospital Militar – S. João de Deus

Elvas

Sempre pequeno para a quantidade de feridos que recebia no contexto da Guerra da Restauração, contava com apenas 10 religiosos no ano da grande batalha de Elvas. Este hospital foi o primeiro da sua ordem em Portugal.

Paiol de Santa Bárbara

Elvas

Um dos muitos armazéns militares das praças portuguesas. Eram aqui guardadas todo o tipo de munições e armas a serem utilizadas durante a guerra.

Quarteis da Corujeira

Elvas

Existem quartéis espalhados por toda a cidade de Elvas, construídos pela necessidade de albergar militares nas várias defesas do reino de Portugal.

Castelo de Estremoz

Estremoz

O local onde se reuniram as tropas portuguesas para saírem em socorro da praça-forte de Elvas, cercada por D. Luís de Haro. Foi o princípio da batalha das Linhas de Elvas.

Muralhas de Estremoz

Estremoz

Parte integrante da defesa de Estremoz, existe na Porta Frandina, um arco com a imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, padroeira de Portugal.

Ermida de Alcaraviça

Estremoz

Antes da marcha em direção a Elvas, e ao socorro das suas praças e gentes, parou o exército numa pequena Ermida, perto das Vendas de Alcaraviça, chamada Ermida de Nossa Senhora da Orada.

Castelo de Veiros

Estremoz

D. João de Áustria, num ataque de retaliação contra a povoação de Veiros, que continuamente resistia às investidas espanholas, destruiu a Torre de Menagem, utilizada na altura como Paiol de Pólvora, causando enormes destroços e vítimas.

Conj. Monumental de Alcáçova  

Estremoz

Por ordem da Rainha Regente Portuguesa, D. Luísa de Gusmão, foi construído um oratório em 1659, em ação de graças pela vitória portuguesa na Batalha das Linhas de Elvas.

Castelo de Campo Maior

Portalegre

Um dos exemplos das modernizações defensivas da Guerra da Restauração, foi projetada por Nicolau de Langres, o engenheiro-mor das fortificações do Alentejo.

Castelo de Ouguela

Portalegre

600 cavaleiros e vários infantes espanhóis falharam a conquista da praça, deixando nos campos os mortos e as escadas nos muros. Dentro da praça, a defesa portuguesa, composta por 45 homens e mulheres, celebraram mais um exemplo de valor português.

Igreja de Vila Viçosa

Vila Viçosa

Proclamada por D. João IV, a 25 de Março de 1646, Padroeira de Portugal. Aos seus pés, o rei colocou a coroa portuguesa. E quantas vezes reconheceu o nosso herói, a proteção da Rainha dos Anjos, mãe da Monarquia de Portugal?

Castelo de Vila Viçosa

Vila Viçosa

Depois de uma defesa heroica contra o assalto do Marquês de Caracena, os castelhanos retiraram para perto de Borba, encontrando-se contra todo o exército português na Batalha de Montes Claros.