Os Descobrimentos Portugueses


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Os Descobrimentos Portugueses

As barreiras impostas a Portugal no terreno europeu fizeram-no virar-se para os mares. Foi entre ondas que se fez a grandeza do país num dos seus períodos mais prósperos, onde foram descobertas novas realidades culturais. O navegador Nicolau Coelho, aos comandos da sua nau Bérrio, esteve presente em todos os principais momentos d’Os Descobrimentos.

Descrição

O Roteiro Completo dos Descobrimentos Portugueses, tal como a época que representa, caracteriza-se por ir além-fronteiras. Englobando locais como o Porto de Lagos, local de onde partiram as naus que, com a conquista de Ceuta, iniciariam este período áureo, e ainda personalidades como o Infante D. Henrique ou Vasco da Gama, compila figuras, eventos e locais nacionais e das ex-colónias que se imortalizaram na história.

Guião

O Roteiro Completo dos Descobrimentos Portugueses, tal como a época que representa, caracteriza-se por ir além-fronteiras. Englobando locais como o Porto de Lagos, local de onde partiram as naus que, com a conquista de Ceuta, iniciariam este período áureo, e ainda personalidades como o Infante D. Henrique ou Vasco da Gama, compila figuras, eventos e locais nacionais e das ex-colónias que se imortalizaram na história.

Itinerário / Pontos de Interesse

Nicolau Coelho

Um homem que esteve sempre no sítio certo, à hora histórica. Participou tanto na descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, em 1497-99, como na “acidental” descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral um ano depois, sempre aos comandos da nau Bérrio.   Navegador exímio, foi o primeiro a trazer para Portugal as boas notícias da chegada à Índia. Morreu no mar em 1504 enquanto regressava do oriente sob o comando de Francisco de Albuquerque, possivelmente naufragado ao largo de Moçambique.

Infante D. Henrique

Talvez o principal impulsionador da era das descobertas portuguesas, convenceu o seu pai, D. João I, a conquistar Ceuta em 1415, dando início a um dos períodos mais prósperos para o país.   Desempenhou várias funções governativas em Ceuta, ao mesmo tempo que geria os desembarques de vários navegadores portugueses para zonas até então remotas. O seu estatuto de grão-mestre da Ordem dos Templários, obtido em 1420, garantiu-lhe fundos que possibilitaram explorar ao máximo as potencialidades do Oceano Atlântico.

Vasco da Gama

Tinha apenas dez anos quando Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança. Décadas mais tarde, pela sua mão, conseguia repetir esse percurso e romper o monopólio do comércio mediterrânico que estava concentrado em Itália, fazendo chegar ao país várias especiarias depois disseminadas pelos territórios encontrados.   Um dos nomes mais da Era dos Descobrimentos, Vasco da Gama comandou as primeiras naus que chegaram à Índia em 1497-99 – uma delas capitaneada por Nicolau Coelho – e reafirmou a superioridade da presença marítima de Portugal, ao mesmo tempo que definiu rotas comerciais importantíssimas até para o desenvolvimento da Europa.

Pedro Álvares Cabral

O caminho para a Índia trilhado inicialmente por Vasco da Gama revelou-se cheio de surpresas para Pedro Álvares Cabral que, ao percorrê-lo, em 1500, acabou por se afastar demasiado da costa africana e vir a desembarcar na costa sul do continente americano, no litoral do Brasil, que inicialmente pensava tratar-se de uma ilha.   Feita e comunicada a descoberta das novas terras ao rei D. Manuel I, a frota de Pedro Álvares Cabral, da qual fez parte o capitão Nicolau Coelho, reabasteceu-se e rumou finalmente a Calecute, na Índia, tendo sido reduzida a metade por uma forte tempestade e tendo sofrido outras baixas por conflitos com os comerciantes árabes que se recusavam a abdicar do seu monopólio para Portugal.

Bartolomeu Dias

Encabeçou a expedição que conseguiu, em 1488, dobrar o Cabo da Boa Esperança (ou Cabo das Tormentas) a sul de África, fazendo pela primeira vez a ligação entre o Oceano Atlântico e o Índico que permitiu a Vasco da Gama chegar à Índia.   A par com Nicolau Coelho, comandou mais tarde também alguns navios do próprio Vasco da Gama e de Pedro Álvares Cabral nas suas expedições.

D. Manuel I

Reinou Portugal durante o período mais produtivo d’Os Descobrimentos (1495-1521), o que lhe valeu o cognome de “O Bem-Aventurado”, herdando as explorações marítimas já iniciadas pelos seus antecessores e que começavam agora a dar frutos.   Capitalizou a riqueza conseguida com as novas rotas comerciais e erigiu vários edifícios reais, posteriormente agregados sobre a classificação comum de “estilo manuelino”.

Luís Vaz de Camões

Um dos maiores autores de sempre da língua portuguesa e do ocidente, referiu-se a Nicolau Coelho como um “grande sofredor” com “experiência em armas e furor”. Só depois da sua morte, em 1579 ou 1580, é que a sua obra teve reconhecimento e começou a ser considerada um símbolo de identidade nacional.   Combateu em África e viajou para o oriente em 1553, onde começou a escrever “Os Lusíadas”, uma epopeia acerca da grandiosa história de Portugal com especial enfoque nos Descobrimentos.

Fernão de Magalhães

Apesar da sua morte durante o percurso, em 1521, em combate nas Filipinas, é creditado como a primeira pessoa da História a fazer uma viagem completa de circum-navegação (de 1519 a 1522) à volta do globo. A expedição foi terminada pelo espanhol Juan Sebastián Elcano.

Afonso de Albuquerque

Na sua primeira visita ao oriente, em 1503, Afonso de Albuquerque percebeu que havia necessidade de segurar a posição portuguesa no Oceano Índico. Como governador da Índia, conquistou então vários pontos estratégicos por via militar, promoveu a miscigenação e, no plano sociopolítico, tentou fechar todas as passagens navais para aquele oceano, reduzindo as influências otomanas, árabes e hindus.

Fernão Mendes Pinto

Fez parte de uma das primeiras expedições portuguesas que pretendiam alcançar o Japão, na década de 1540, e que introduziram naquele país as armas de fogo. A sua obra “Peregrinação”, que fala sobre as suas experiências de vida, foi publicada postumamente, em 1614. É um dos títulos mais célebres da literatura de viagem portuguesa.

Jorge Álvares

Foi o primeiro explorador europeu a chegar à China, em 1513, à atual cidade de Hong Kong. Levantou o primeiro Padrão português naquele país, e lá construiu um proveitoso sistema de comércio entre a atual Malásia e a China.

Pêro de Alenquer

Talvez o melhor piloto do seu tempo, tendo sido mesmo escolhido pelo rei para pilotar a caravela comandada por Bartolomeu Dias que dobrou o Cabo da Boa Esperança em 1488. Tal como Nicolau Coelho, participou também na expedição de Vasco da Gama à Índia como piloto-mor da nau São Gabriel.

João Gonçalves Zarco

A par com Tristão Vaz Teixeira, foi capitão-donatário da ilha da Madeira, na zona do Funchal, depois de uma viagem de reconhecimento inicial em 1425. Foi um dos navegadores portugueses que se ocuparam de terras desertas no meio do Atlântico e que lá firmaram a influência do país.

Diogo de Silves

Navegador português que terá descoberto pela primeira vez, em 1427, as ilhas de São Miguel e Santa Maria, nos Açores, e posteriormente as cinco ilhas do grupo central do arquipélago. Alguns anos depois, o Infante D. Henrique mandava o explorador Gonçalo Velho numa viagem para localizar as ilhas avistadas por Diogo de Silves.

Fernando, o Infante Santo

Assim chamado por ter morrido em cativeiro de forma a evitar a perda de soberania do reino português sobre Ceuta. Em 1437, o Infante Santo acompanhou o irmão mais velho, o Infante D. Henrique, numa expedição militar ao norte de África que saiu falhada. Os portugueses renderam-se e deixam-no em Fez como moeda de troca, enquanto Ceuta não voltasse para o domínio mouro.

Martim Afonso de Sousa

Foi o grande responsável pela defesa da costa brasileira e pela colonização do seu litoral desde 1530. Partiu três anos depois para a Índia, como capitão-mor daqueles mares, e foi responsável por várias conquistas militares importantes para as relações de Portugal com o oriente.

João de Barros

Educado durante o apogeu d’Os Descobrimentos, foi um dos maiores historiadores do país e um dos grandes responsáveis pela definição da gramática da Língua Portuguesa à época, por volta de 1540, com várias obras publicadas sobre o assunto. Exerceu diversos cargos de gestão ultramarina, tanto na Índia como no Brasil

Pêro de Escobar

Enquanto piloto sob o comando de Nicolau Coelho, fez regressar a nau Bérrio a Lisboa em 1499 para dar as boas-novas ao reino sobre a descoberta da Índia, tendo participado também na descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral. Antes, tinha estado ao serviço de Fernão Gomes nas suas explorações da costa ocidental africana.

Diogo Dias

Navegador experiente, irmão de Bartolomeu Dias, acompanhou-o na viagem que permitiu a dobragem do Cabo da Boa Esperança em 1488, separando-se eventualmente da expedição e descobrindo a atual ilha de Madagáscar.   Comandou também, tal como Nicolau Coelho, um dos navios de Pedro Álvares Cabral que chegou ao Brasil em 1500.

Fernão Gomes

Também chamado de Fernão Gomes da Mina, pela recolha de ouro de aluvião que levou a cabo na atual cidade ganesa de Elmina a partir de 1471, foi um dos maiores comerciantes e exploradores portugueses da costa ocidental africana. Homem de grande fortuna, patrocinou vários capitães e navegadores portugueses de renome nas suas expedições por África.

Pero Vaz de Caminha

Foi escrivão da armada de 13 navios de Pedro Álvares Cabral que descobriu o Brasil e autor da “Carta a El-Rei D. Manuel”, onde documentou ao monarca todas as suas primeiras impressões sobre aquela região ultramarina. A carta de Pedro Vaz de Caminha, datada de 1500 e que menciona também a tripulação do Bérrio de Nicolau Coelho e outras personalidades da expedição, é o primeiro documento escrito da história do Brasil.

Henrique de Coimbra

Frade e bispo português que serviu como missionário em África, na Índia e no Brasil, tendo mesmo celebrado a primeira missa daquele futuro país em 1500, no mesmo ano em que lá chegara com os navegadores portugueses.

Tristão da Cunha

Explorador e comandante português, foi o primeiro vice-rei e governador da Índia Portuguesa. Descobriu várias ilhas no Oceano Atlântico, nas quais recolheu os espécimes exóticos com os quais desfilou em 1514, em Roma, perante o Papa Leão X. Dá nome a um arquipélago no sul do Atlântico, hoje sob domínio britânico.

Mirocem

Governador da cidade do Jidá, no Mar Vermelho, foi um dos principais e recorrentes adversários de Portugal na luta pela hegemonia do Oceano Índico ao longo de todo o séc. XVI.

Meliqueaz

Um dos mais distintos guerreiros da época d’Os Descobrimentos, servia o sultão de Guzerate, que vivia do comércio no Mar Vermelho e no Egito. Sentindo-se ameaçado pelos portugueses, fez de tudo para afastá-los do território. Contudo, no final da Batalha de Chaul, em 1508, poupou e libertou os cerca de 20 soldados portugueses que sobreviveram.

Lourenço de Almeida

Chamado de “diabo louro” pelo seu aspeto e capacidades no campo de batalha, pelejou várias vezes no oriente, inclusive na Batalha de Chaul, em 1508, onde comandou os seus homens até morrer. Foi este acontecimento que fez o seu pai, D. Francisco de Almeida, decidir vingar-se na Batalha de Diu, em 1509.

Fortaleza de Sagres

O Infante D. Henrique reconstruiu a vila de Sagres, a partir de 1443, e aqui erigiu o seu forte com o intuito de criar uma escola de navegadores de onde partiriam os mais capazes exploradores que dessem continuidade à expansão do império português além-mar. No entanto, com a mudança de todos os procedimentos para Lisboa, a região acabou por perder alguma força.

Igreja de Santa Maria de África

Segundo a lenda, a imagem que nesta igreja se venera foi encontrada no campo após a conquista portuguesa de Ceuta em 1415, tendo a própria igreja sido mandada erigir para a albergar

Muralha e Castelo de Arzila

De entre o património português que ainda é possível identificar hoje em dia na cidade de Arzila, destacam-se os bastiões e as torres construídos a partir de 1508 na antiga praça-forte, principalmente a “Couraça” de auxílio a embarques e desembarques e a imponente Torre de Menagem.

Forte Real de São Filipe

Erguido em 1590, a 120 metros acima do nível do mar, foi a primeira fortificação de Cabo Verde, essencial no combate aos piratas e corsários. Na mesma “Cidade Velha”, foi também construída, em 1495, e seguindo o estilo arquitetónico manuelino, a mais antiga igreja colonial do mundo, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

Arco dos Vice-Reis (Índia)

 Foi mandado construir em 1597 em Goa por D. Francisco da Gama, bisneto de Vasco da Gama, para comemorar o centenário da chegada do seu bisavô à Índia.

Forte de Quíloa

Faz atualmente parte das ruínas de Kilwa Kisiwani e de Songo Mnara, mas em tempos foi um dos mais apetrechados e dispendiosos fortes portugueses além-mar. Por essa razão, teve uma existência tão curta como os poucos meses que demorou a ser construído, a partir de 1505.

Forte de São Tomé

Um dos poucos exemplos de fortificações portuguesas manuelinas no Índico que sobreviveram até hoje. Construído em 1518, serviu para proteger e consolidar as recém-conseguidas rotas de comércio que passavam pela cidade de Tangasséri.

Castelo de São Jorge da Mina

Modelada a partir do exemplo da fortificação de Arguim, a feitoria da Mina, na qual se incluía o Castelo de São Jorge, foi assente, em 1482, numa zona que permitiu a Portugal recolher grandes riquezas e consolidar as suas rotas comerciais no Golfo da Guiné.

Torre de Paliporão

Tem um formato hexagonal e é considerada localmente a mais antiga estrutura de fortificação europeia ainda existente na Índia. Foi erguida em 1503.

Fortaleza de Cranganor

Com muralhas de 18 pés de espessura, a fortaleza foi erguida em 1507 pelos portugueses e encontra-se atualmente em ruínas.

Forte Nª Sra. Conceição de Ormuz

Foi a ferro e fogo que Afonso de Albuquerque conseguiu tomar a cidade de Ormuz e o Forte de Nossa Senhora da Conceição, mas, uma vez conquistado aquele reino, em 1515, todas as outras cidades e portos da região passaram também a ser tributários de Portugal.

Forte de Al-Jalali

Juntamente com o Forte de Al-Mirani, constituem os “fortes gémeos” que defenderam o porto e a cidade comercial de Mascate de ataques navais externos. Foram ambos construídos em 1552 a partir das ruínas de uma antiga fortificação islâmica, com diversas escadarias para confundir o invasor.

Forte de Bandra

Armado com sete peças de artilharia para proteger as rotas marítimas em direção ao porto de Bombaim, era uma de muitas fortificações erguidas pelos portugueses no litoral da Índia ocidental. Foi construído em 1640.

Forte de Cacheu

Foi criado em 1588 pelos portugueses para proteger a primeira feitoria fundada na região de Cacheu, na Guiné-Bissau. Tinha 16 peças de artilharia.

Forte de Nª Sra. Piedade de Solor

Foi construído em data incerta como resposta a uma primeira tentativa falhada dos portugueses de construir um simples abrigo de madeira para se protegerem dos atacantes nativos islâmicos, hostis à presença portuguesa.

Igreja de Nossa Senhora do Oiteiro

Foi construída a partir de 1520 pela ação individual de um fidalgo português em Malaca, Duarte Coelho Pereira, como ato de gratidão por ter conseguido fugir de uma tempestade no Mar da China Meridional.

Fortaleza da Ilha de Goréia

Erguida em 1536, chegou a ser, durante vários séculos e por influência dos portugueses, um dos maiores centros de comércio de escravos africanos

Forte Jesus de Mombaça

Um dos exemplos mais significativos da arquitetura militar portuguesa na costa africana, erigido em 1596 para fazer face aos ataques dos turcos otomanos e para proteger aquela feitoria

Forte de Massangano

Foi erguido em 1583 e tido como um importante ponto estratégico de colonização militar e de garantia da integridade das redes comerciais portuguesas, que incluíam o tráfico de escravos para o continente americano

Mazagão

Um sítio onde as influências arquitetónicas marroquinas e europeias se juntam para criar algo verdadeiramente único, evidenciado pelas muralhas e baluartes construídos a partir de 1541 e que são, ainda hoje, pontos de atração na cidade de El Jadida.

Forte Nª Sra. Anunciada de Amboíno

Depois de várias tentativas de construção de estruturas em madeira para assegurar a influência portuguesa na ilha de Amboíno – todas falhadas devido aos constantes ataques islâmicos –, foi finalmente construído, em 1576, o Forte de Nossa Senhora da Anunciada.

Fortaleza de Jafanapatão

Foi construído em 1558, depois da conquista de Jaffna pelos portugueses, como resposta aos apelos dos cristãos recentemente convertidos por São Francisco Xavier, que eram frequentemente alvos de saques por parte de comerciantes muçulmanos.

Forte de Bahrain

Foi ampliado em 1561 no topo de uma elevação com 12 metros de altura, aproveitando uma antiga fortificação árabe já existente e que serviu como capital para uma das mais importantes civilizações da região.

Fortaleza dos Reis Magos de Goa

Depois de escolher Goa para sediar a capital do Vice-Reino da Índia, pelas suas boas caraterísticas defensivas, Afonso de Albuquerque mandou construir a primeira fortificação naquela zona, aproveitando um posto militar muçulmano já existente. A Fortaleza dos Reis Magos viria a ser construída mais tarde, entre 1551 e 1554, durante o governo de D. Afonso de Noronha.

Praça-Forte de Safim

A sua estrutura base não foi construída por portugueses, mas foi sob a influência daquele reino que a praça se transformou, ao longo da primeira metade do séc. XVI, numa verdadeira fortaleza muralhada, com vários elementos da arquitetura portuguesa ainda hoje facilmente identificáveis.

Forte de Santo António de Axim

Foi construído em 1515 por mãos portuguesas, de forma a garantir a feitoria do reino no atual Gana, tendo sido consideravelmente ampliado pelos holandeses mais tarde.

Fortim de São Jerónimo

Uma pequena estrutura defensiva de planta quadrangular, o Fortim de São Jerónimo foi construído em 1566 à beira-mar, a pouco mais de um quilómetro do Forte de São Sebastião, na ilha de São Tomé.

Fortaleza de São Miguel de Luanda

A primeira estrutura defensiva construída pelos portugueses em Angola, em 1575, com uma forma bastante irregular. Alberga, hoje em dia, o Museu das Forças Armadas do país.

Forte de São Sebastião

Foi construída a partir de 1554 pelas forças portuguesas para dar apoio às naus que transitavam na chamada Carreira da Índia. A cidade onde foi edificada, a Ilha de Moçambique, foi capital da África oriental portuguesa durante mais de três séculos.

Fortaleza de S. Sebastião de Baçaim

É possível ver-se os traços da arquitetura portuguesa nas três capelas ainda presentes nas ruínas da fortaleza, construída em 1536.

Forte de São Sebastião de Shema

Erguido pelos portugueses em 1546 na feitoria do atual Gana, teve um papel central na chamada Costa do Ouro Portuguesa.

Forte de São Tiago

Construído a partir de 1555, num estilo marcadamente manuelino, garantia proteção à feitoria daquela zona da Costa do Ouro Portuguesa.

Fortaleza de Diu

Uma das mais importantes e bem fortificadas estruturas militares erguidas no Estado Português da Índia, o seu estatuto estava à altura da importância que a cidade de Diu tinha para as rotas comerciais portuguesas no oriente. Foi construída entre 1535 e 1536.

Igrejas e Conventos de Goa

Goa, antiga capital das índias portuguesas, está repleta de estruturas religiosas com cunho do reino de Portugal e do estilo artístico dominante na época, do qual a Basílica do Bom Jesus, construída a partir de 1594, é o melhor exemplo. Foi a partir daqui que se procedeu à evangelização da Ásia.

Fortaleza do Morro de Chaul

A conquista da Fortaleza do Morro de Chaul por parte dos portugueses, em 1594, opôs 1500 soldados e 1500 nativos contra as tropas do sultanato, que tentaram usar como estratégia de defesa a colocação de dois animais mortos nas portas dianteira e traseira do forte: um elefante e um cavalo, respetivamente.

Porto de Lagos

Lagos

Onde tudo começou. Foi daqui, vindas de Lisboa, que partiram as naus que levaram o exército português e os seus aliados até Ceuta em 1415, com o objetivo de conquistar a cidade. Estabelecida a primeira possessão portuguesa em África, a partir daí foi possível planear todo o percurso de expansão marítima que viria a decorrer.

Padrão dos Descobrimentos

Lisboa

Um monumento relativamente recente, mas que conta uma história muito antiga. A versão atual do Padrão dos Descobrimentos, à beira do Rio Tejo, foi inaugurada em 1960 para homenagear as principais figuras que protagonizaram Os Descobrimentos portugueses, onde se incluem o exímio comandante Nicolau Coelho e, à frente, na ponta do monumento com forma de caravela, o Infante D. Henrique. No chão, a poucos metros de distância, está representada uma rosa-dos-ventos com 50 metros de diâmetro.

Museu Nacional de Arte Antiga

Lisboa

É aqui que se encontram os seis Painéis de São Vicente de Fora, supostamente pintados a óleo pelo artista português Nuno Gonçalves e que ilustram algumas das principais figuras da época d’Os Descobrimentos, a sociedade portuguesa da época e outras personalidades ainda por aferir.

Torre de Belém

Lisboa

Erguida em 1519, em Lisboa, durante o reinado de D. Manuel I – e pertencendo, portanto, ao estilo manuelino –, é um dos principais símbolos nacionais de Portugal e da prosperidade do país durante a época d’Os Descobrimentos. Inicialmente era completamente cercada por água, até que a praia foi ao seu encalço.

Ermida do Restelo

Lisboa

Estava já em avançado estado de degradação quando Vasco da Gama e a sua frota lá passaram a noite em oração antes de partir para o oriente, em 1497. 

Mosteiro dos Jerónimos

Lisboa

Um dos maiores exemplos da arquitetura manuelina, levou uma centena de anos, desde 1501, a ser construído. Está diretamente relacionado com a época d’Os Descobrimentos e é, ainda hoje, um dos principais símbolos da nação portuguesa.

Forte de São Julião da Barra

Lisboa

A maior fortificação marítima em Portugal, foi construída em 1553 para controlar a circulação de embarcações no rio Tejo e o acesso de naus ao porto de Lisboa.

Casa dos Bicos

Lisboa

Foi mandada erigir em 1523 em Lisboa por Brás de Albuquerque, filho do grande estratega militar e segundo governador da Índia Portuguesa Afonso de Albuquerque. Apresenta traços fortes do estilo manuelino.

Museu do Oriente

Lisboa

O oriente é o tema principal deste museu que se situa, desde 2008, no edifício Pedro Álvares Cabral, em Lisboa. Gerido pela Fundação Oriente, tem coleções históricas, religiosas e artísticas relacionadas com a presença portuguesa na Ásia nos séculos XVI e XVII.

Sé (Nossa Senhora da Assunção)

Lisboa

Instituída em 1421, sobre a antiga mesquita principal de Lisboa, foi-se degradando ao longo dos anos, apesar dos pedidos do bispo da cidade para a sua reconstrução, que a considerava antiquada e em demasiado mau-estado em comparação com o resto da cidade.

Igreja da Graça

Santarém

Igreja de Santarém onde está sepultado Pedro Álvares Cabral, que, a par com Nicolau Coelho e outros navegadores portugueses experientes, chegou ao Brasil em 1500. De construção iniciada em 1380, é um dos mais notáveis exemplares da arte gótica em Portugal.

Castelo de Sines

Setúbal

Erigida em 1970, depois de várias décadas de reivindicação por parte dos sineenses, a estátua de Vasco da Gama, no Castelo de Sines, pretende ser uma homenagem ao navegador nascido na cidade e primeiro homem a realizar uma viagem marítima até à Índia.