Pontos de Interesse


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Pontos de Interesse

Convento de Cristo

Tomar

Fundado por Dom Gualdim Pais, o Convento de Cristo era a sede da Ordem Templária em Portugal. Em conjunto com o Castelo, representam o culminar da Ordem sob a direção do Grão-Mestre Gualdim Pais. Destaque

Castelo de Almourol

Vila Nova da Barquinha

Responsáveis pelo povoamento entre o Mondego e o Tejo, além da defesa da Capital Coimbra, o Castelo de Almourol foi conquistado por Dom Afonso Henriques e doado à Orde do Templo para que Gualdim Pais se encarregasse da defesa da região. Destaque

Castelo de Elvas

Elvas

Quando os castelhanos cercaram esta praça-forte, a peste causava 300 mortes por dia, e o povo passava fome enquanto esperava o socorro que levou à Batalha das Linhas de Elvas. Destaque

Muralhas seiscentistas de Elvas

Elvas

O povo e os cavaleiros que se defendiam por detrás destas muralhas durante o cerco castelhano sofriam diariamente. A peste causava 300 mortes por dia, e os habitantes passavam fome enquanto esperavam o socorro que levou à Batalha das Linhas de Elvas. Destaque

Forte da Graça

Elvas

Num dos pontos mais altos da região, o local foi utilizado pelo exército castelhano que aproveitou a localização para apontar baterias contra a cidade, durante o cerco que precedeu a batalha das Linhas de Elvas. Destaque

Quinta do General

Borba

Nasceu Dinis de Melo e Castro na sua quinta de Borba, aos oito de Março de 1624, filho terceiro de Jerónimo de Melo e Castro e Dona Maria Josefa Corte-Real. Destaque

Castelo de Vila Viçosa

Vila Viçosa

Depois de uma defesa heroica contra o assalto do Marquês de Caracena, os castelhanos retiraram para perto de Borba, encontrando-se contra todo o exército português na Batalha de Montes Claros. Destaque

Castelo de Campo Maior

Portalegre

Um dos exemplos das modernizações defensivas da Guerra da Restauração, foi projetada por Nicolau de Langres, o engenheiro-mor das fortificações do Alentejo. Destaque

Capela de São Jorge

Leiria

Mandada erigir por D. Nuno Álvares Pereira em 1393, no mesmo local estratégico onde estaria o seu estandarte durante a Batalha de Aljubarrota, e como agradecimento pela vitória portuguesa, a Capela de São Jorge situa-se no Campo Militar de São Jorge. Destaque

Castelo de Leiria

Leiria

D. João I de Portugal celebrou aqui, em 1401, o casamento do seu filho D. Afonso, tendo dado início aos trabalhos de edificação dos chamados Paços da Rainha, ou Paços Novos. Foi também junto a este Castelo que acampou o exército castelhano, em 1385, na véspera da sua marcha para a Batalha de Aljubarrota. Destaque

Padrão dos Descobrimentos

Lisboa

Um monumento relativamente recente, mas que conta uma história muito antiga. A versão atual do Padrão dos Descobrimentos, à beira do Rio Tejo, foi inaugurada em 1960 para homenagear as principais figuras que protagonizaram Os Descobrimentos portugueses, onde se incluem o exímio comandante Nicolau Coelho e, à frente, na ponta do monumento com forma de caravela, o Infante D. Henrique. No chão, a poucos metros de distância, está representada uma rosa-dos-ventos com 50 metros de diâmetro. Destaque

Museu Nacional de Arte Antiga

Lisboa

É aqui que se encontram os seis Painéis de São Vicente de Fora, supostamente pintados a óleo pelo artista português Nuno Gonçalves e que ilustram algumas das principais figuras da época d’Os Descobrimentos, a sociedade portuguesa da época e outras personalidades ainda por aferir. Destaque

Torre de Belém

Lisboa

Erguida em 1519, em Lisboa, durante o reinado de D. Manuel I – e pertencendo, portanto, ao estilo manuelino –, é um dos principais símbolos nacionais de Portugal e da prosperidade do país durante a época d’Os Descobrimentos. Inicialmente era completamente cercada por água, até que a praia foi ao seu encalço. Destaque

Muralha e Castelo de Arzila

De entre o património português que ainda é possível identificar hoje em dia na cidade de Arzila, destacam-se os bastiões e as torres construídos a partir de 1508 na antiga praça-forte, principalmente a “Couraça” de auxílio a embarques e desembarques e a imponente Torre de Menagem. Destaque

Direção-Geral de Faróis

É o principal organismo de gestão dos faróis e da ajuda à navegação em Portugal. É responsável por 50 faróis, 338 farolins, 148 boias, 26 balizas, 35 sinais sonoros, 56 enfiamentos e 4 estações DGPS (Differential Global Positioning System), distribuídos pelo continente e pelos arquipélagos dos Açores e da Madeira.   Foi criada em 1924 em Paço de Arcos, Oeiras, e tem instalações multifacetadas, desde oficinas e centrais técnicas de formação de faroleiros até a espaços museológicos e de eventos culturais. Destaque

Farol do Bugio

É no Forte de São Lourenço do Bugio, em Oeiras, que se situa este farol com torre circular branca em cantaria com 14 metros de altura e lanterna e varandim vermelhos, com uma luminosidade de cerca de 28 quilómetros. A sua construção em plenas águas do Tejo, num banco de areia formado pelo assoreamento da foz do rio, garante-lhe caraterísticas únicas em Portugal e no mundo. Depois de quase um século de planeamento e obras, foi finalmente inaugurado em 1657. Destaque

Farol do Cabo de São Vicente

Com uma torre cilíndrica de 28 metros feita em cantaria, e com edifício anexo, o Farol do Cabo de São Vicente, em Sagres, tem um potente alcance luminoso de 59 quilómetros. Entrou em funcionamento em 1846. Destaque

Museu Militar de Lisboa

Lisboa

O maior museu do Exército em Portugal, inaugurado em 1926, o Museu Militar de Lisboa tem um acervo transversal que engloba uma grande exposição de armas, uniformes e documentos militares históricos. Destaca-se o pátio flanqueado por canhões, que conta a história de Portugal em painéis de azulejos desde a Reconquista Cristã até à 1ª Guerra Mundial.   Horário: Terça-feira a domingo, das 10h00 às 17h00 Destaque

Museu Militar do Buçaco

Em 1910, 100 anos depois da Batalha do Buçaco, o museu foi fundado para dar a conhecer a bravura do exército anglo-luso durante a Guerra Peninsular, contra as tropas napoleónicas. Dispõe de coleções de armas, uniformes e equipamentos utilizados na batalha e de painéis que contam a história do conflito.   Horário: Terça-feira a domingo, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00. Destaque

Museu Militar do Porto

O Museu Militar do Porto, inaugurado em 1980, dá a conhecer todos os acontecimentos político-militares relevantes que tiveram lugar na cidade desde as invasões francesas até 1927. Destaque para a sala dos figurinos em miniatura – que mostra a evolução do soldado desde a pré-história até à atualidade –, para o parque com peças de artilharia e para o pavilhão de armas, com várias peças de equipamento militar.   Horário: Terça a sexta-feira, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00; sábado e domingo, das 14h00 às 17h00. Destaque

Castelo de Abrantes

Abrantes

D. João I de Portugal celebrou aqui, em 1401, o casamento do seu filho D. Afonso, tendo dado início aos trabalhos de edificação dos chamados Paços da Rainha, ou Paços Novos. Foi também junto a este Castelo que acampou o exército castelhano, em 1385, na véspera da sua marcha para a Batalha de Aljubarrota.

Torre de Dornes

Ferreira do Zêzere

Mandada edificar pelo Mestre Gualdim, a Torre de Dornes veio reforçar a defesa do Médio Tejo, além de vigiar a povoação de Dornes e Ferreira do Zêzere nas suas actividades diárias.

Castelo de Ourém

Ourém

Conquistada aos Mouros no ano de 1136, Ourém foi inteiramente doada pelo Rei Dom Afonso Henriques, não aos Templários, mas a sua filha, futura Infanta do Reino, D.Teresa. No entanto, a fundação do Castelo pertence aos Cavaleiros Templários.

Antiga Vila de Ourém

Ourém

Conquistada aos Mouros no ano de 1136, Ourém foi inteiramente doada pelo Rei Dom AfonsoHenriques, não aos Templários, mas a sua filha, futura Infanta do Reino, D.Teresa. No entanto, a fundação do Castelo pertence aos Cavaleiros Templários e foi a partir da defesa deste que a vila de Ourém começou a crescer.

Mata Nacional dos Sete Montes

Tomar

Em busca do local perfeito paraa construção do Castelo de Tomar, o Mestre Gualdim Pais e os seus cavaleiros procuravam na antiga mata selvagem pelas antigas ruínas romanas de Nabância.

Igreja S.João Batista

Tomar

Local de reunião e adoração dos Cavaleiros Templários, fundada pela ordem no século XII. Na época da sua fundação a Igreja era protegida por três santos representados perto da porta.

Igreja Sta Maria dos Olivais

Tomar

Aqui enterraram o corpo do Mestre Gualdim Pais, assim como todos os Mestres da Ordem Templária em Portugal – A Igreja de Santa Maria dos Olivais era o Panteão dos Mestres e local de adoração dos Cavaleiros Templários.

Castelo de Tomar

Tomar

Fundado por Dom Gualdim Pais, o Castelo de Tomar era a sede da Ordem Templária em Portugal e dentro das suas muralhas viveram as primeiras gentes da cidade. Em conjunto com o Convento, representam o culminar da Ordem sob a direção do Grão-Mestre Gualdim Pais.

Castelo de Torres Novas

Torres Novas

A localidade de Torres Novas andou ao sabor dos avanços e recuos das linhas do Médio Tejo e as origens do Castelo são desconhecidas. O certo é que a região foi conquistada, de vez, por Dom Afonso Henriques e Gualdim Pais, no seguimento das conquistas de Santarém e Lisboa.

Muralhas e Praça Elvas

Elvas

O povo e os cavaleiros que se defendiam por detrás destas muralhas durante o cerco castelhano sofriam diariamente. A fome, a peste e a espera causavam centenas demortes por dia, enquanto o exército português se organizava para socorrer a praça de Elvas.

Conselho de Guerra

Elvas

O local onde se tomaram decisões sobre quando e onde atacar as praças castelhanas. Aqui foram decididas as manobras estratégicas de todo o exército português.

Sé de Elvas

Elvas

Na Sé de Elvas rezou-se pelo bom retorno dos soldados portugueses, e pelos mortos dos milhares de soldados que ao longo de 28 anos de guerra perderam a vida em nome da independência portuguesa.

Ponte de Olivença

Elvas

Uma importante ponte estratégica que ligava a praça-forte de Elvas à praça de Olivença. Destruída pelas tropas castelhanas pela sua importância de ligação entre os dois reinos.

Castelo de Barbacena

Elvas

Alvo constante de assédio por parte dos castelhanos, em 1658, o Castelo de Barbacena foi mesmo forçado a render-se ao Duque de Ossuna. O mesmo viria a liderar as tropas inimigas na Batalha de Castelo Rodrigo.

Castelo de Vila Boim

Elvas

Um dos castelos que não conseguiu aguentar um conflito de quase trinta anos. Tinha mais de um século quando foi definitivamente destruído pela guerra.

Forte de Santa Luzia

Elvas

O Marquês de Torrecusa, o general castelhano que liderou a Batalha do Montijo, tentou assaltar o forte em 1644, sendo obrigado a retirar. O cerco a Elvas, por D. Luís de Haro, obteve uma resistência heroica que conduziu à Batalha das Linhas de Elvas.

Hospital Militar – S. João de Deus

Elvas

Sempre pequeno para a quantidade de feridos que recebia no contexto da Guerra da Restauração, contava com apenas 10 religiosos no ano da grande batalha de Elvas. Este hospital foi o primeiro da sua ordem em Portugal.

Paiol de Santa Bárbara

Elvas

Um dos muitos armazéns militares das praças portuguesas. Eram aqui guardadas todo o tipo de munições e armas a serem utilizadas durante a guerra.

Quarteis da Corujeira

Elvas

Existem quartéis espalhados por toda a cidade de Elvas, construídos pela necessidade de albergar militares nas várias defesas do reino de Portugal.

Castelo de Estremoz

Estremoz

O local onde se reuniram as tropas portuguesas para saírem em socorro da praça-forte de Elvas, cercada por D. Luís de Haro. Foi o princípio da batalha das Linhas de Elvas.

Muralhas de Estremoz

Estremoz

Parte integrante da defesa de Estremoz, existe na Porta Frandina, um arco com a imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, padroeira de Portugal.

Ermida de Alcaraviça

Estremoz

Antes da marcha em direção a Elvas, e ao socorro das suas praças e gentes, parou o exército numa pequena Ermida, perto das Vendas de Alcaraviça, chamada Ermida de Nossa Senhora da Orada.

Castelo de Veiros

Estremoz

D. João de Áustria, num ataque de retaliação contra a povoação de Veiros, que continuamente resistia às investidas espanholas, destruiu a Torre de Menagem, utilizada na altura como Paiol de Pólvora, causando enormes destroços e vítimas.

Conj. Monumental de Alcáçova  

Estremoz

Por ordem da Rainha Regente Portuguesa, D. Luísa de Gusmão, foi construído um oratório em 1659, em ação de graças pela vitória portuguesa na Batalha das Linhas de Elvas.

Castelo de Borba

Borba

A 9 de Junho chegaram a Borba as tropas comandadas pelo Marquês de Caracena que a encontrou despovoada. Aproveitou os mantimentos deixados para trás e atacou a praça de Vila Viçosa. A resposta do exército português levou à Batalha de Montes Claros, perto de Borba.

Igreja de Vila Viçosa

Vila Viçosa

Proclamada por D. João IV, a 25 de Março de 1646, Padroeira de Portugal. Aos seus pés, o rei colocou a coroa portuguesa. E quantas vezes reconheceu o nosso herói, a proteção da Rainha dos Anjos, mãe da Monarquia de Portugal?

Castelo de Ouguela

Portalegre

600 cavaleiros e vários infantes espanhóis falharam a conquista da praça, deixando nos campos os mortos e as escadas nos muros. Dentro da praça, a defesa portuguesa, composta por 45 homens e mulheres, celebraram mais um exemplo de valor português.

Batalha do Montijo 1644

As linhas de defesa portuguesas foram refeitas em todas as investidas da cavalaria inimiga. Uma das mais sangrentas e gloriosas vitórias portuguesas, contra um príncipe castelhano nomeado como o Capitão Geral da Conquista de Portugal.

Batalha de Arronches 1653

Portalegre

Logo na primeira investida se viu Dinis de Melo passado por uma bala na perna direita. E durante uma hora combateu invencível à dor, mostrando com o esquecimento da mesma as qualidades de imortal.

Batalha de Linhas de Elvas 1659

Elvas

É chegada a hora, Lusitanos, em que o vosso esforço e habilidade de braços são necessários para sustentar a coroa herdada com sangue. Se cairmos de novo em escravidão, compensar-nos-ão estes dias de liberdade, chamando-lhes de justiça.

Batalha do Ameixial 1663

Estremoz

“(…) é necessário, valorosos soldados, que vos lembreis da justiça com que coroastes o príncipe que obedecemos, e da tirania com que fomos tratados durante o tempo que nos dominaram estes inimigos, que agora tendes pela frente (…)”

Batalha de Castelo Rodrigo 1664

Os portugueses foram em socorro de Castelo Rodrigo, avançando pelo silêncio da noite. E obedeceram os soldados, alegres e valorosos, em todos os séculos gloriosos por esta ação, pois raramente se achará exemplo de igual constância e sofrimento.

Batalha de Montes Claros 1665

Borba

Na última grande batalha da Restauração, Dinis de Melo e Castro, assim que saía a pelejar, já não necessitava dos socorros do seu braço; bastava a fama do seu nome em todas as outras vitórias contadas em Castela.

Dinis de Melo e Castro

O herói da Guerra da Restauração da Independência Portuguesa, combateu mais de uma centena de vezes e foi ferido mais de vinte. Participou em todas as grandes batalhas durante os 28 anos de guerra, desde o posto de soldado de infantaria até capitão general da cavalaria portuguesa.

Dom João IV, O Restaurador

Coroado no dia 15 de Dezembro de 1640, o primeiro responsável pela restauração de Portugal não viveria tempo suficiente para ver o seu reino vitorioso e independente. O Restaurador, primeiro da dinastia de Bragança, deixou nos portugueses coragem, determinação e desejos suficientes para que levassem a cabo o seu desígnio.

Dona Luísa de Gusmão

Depois da morte do Rei D. João IV, foi graças à Rainha regente D. Luísa de Gusmão que os portugueses se conseguiram reorganizar. Com sangue espanhol a rainha jurou continuar o desejo do seu marido de ter um Portugal independente.

D. Afonso VI, O Vitorioso

O Vitorioso por ter sido durante o seu reinado que Portugal venceu a Batalha dasLinhas de Elvas. D. Afonso era o herdeiro legítimo de D. João IV, acabando por suceder à Rainha regente D. Luísa de Gusmão. No entanto, seria o seu irmão a governar efetivamente o reino devido à instabilidade mental de D. Afonso VI.

D. Pedro II, O Pacífico

Devido aos vários problemas mentais do seu irmão D. Afonso VI, era D. Pedro II que governava efetivamente Portugal. Chamado de O Pacífico por ter sido durante esta governação, ocorrida durante o reinado de D. Afonso VI, que se atingiu a paz com Espanha.

Filipe IV de Espanha

Filipe IV de Espanha, III de Portugal, foi o último rei da dinastia Filipina em Portugal, tendo sido contra ele que os portugueses se rebelaram em 1640, depois de sucessivos aumentos de impostos que visavam pagar as guerras do Império Espanhol, colocando de parte o desenvolvimento do território português.

Matias de Albuquerque

Comandante do exército português durante a Batalha do Montijo, em 1644, considerada a primeira grande batalha da Guerra da Restauração, depois de inúmeras escaramuças por todo o Alentejo. No discurso de batalha, incentivou assim as tropas portuguesas: No sucesso de hoje consiste a conservação das nossas vidas e a liberdade da nossa Pátria.

Marquês de Torrecusa

Impaciente com a demora do Rei de Espanha em concentrar as suas forças na revolução de Portugal, o Marquês de Torrecusa mostrava-se impaciente por atacar o exército português liderado por Matias de Albuquerque. Acreditando ser indiscutível uma vitória espanhola, o Marquês substimou os seus inimigos, investindo contra os portugueses de frente, sem qualquer tipo de estratégia.

André de Albuquerque Ribafria

Um dos melhores generais de cavalaria portuguesa durante a Guerra da Restauração, foi o comandante português que liderou a Batalha de Arronches, em 1653, abrindo caminho para um período de supremacia e iniciativas portuguesas contra Espanha.

Bustamante

General espanhol, comandante do exército castelhano durante a Batalha de Arronches em 1653, contra André de Albuquerque Ribafria, numa das cinco grandes vitórias portuguesas da Guerra da Restauração.

D. António Luís de Menezes

Um dos primeiros apoiantes de D. João IV durante a sua aclamação, fazendo parte dos 40 conjurados, foi o comandante português durante a Batalha das Linhas de Elvas em 1659, socorrendo a Praça de Elvas, na altura sob cerco. Seria de novo o comandante na última grande Batalha da Restauração, em 1665 – na Batalha dos Montes Claros.

D. Luís de Haro

Um grande militar espanhol, distinguido pela sua reconquista de Barcelona em 1652 e escolhido por Filipe IV para liderar os exércitos castelhanos na Batalha das Linhas de Elvas, em 1659, revelando-se um tremendo fracasso espanhol.

D. Sancho Manoel

Depois de guerrear os holandeses no Brasil, D. Sancho Manoel veio para Portugal, onde participou na Guerra da Restauração e na Batalha das Linhas de Elvas. Foi escolhido para liderar o exército português pouco depois, comandando as tropas de Portugal durante a Batalha do Ameixial, em 1663, destacando-se ainda na Batalha dos Montes Claros dois anos depois.

Conde de Schomberg

General Alemão contratado para a reorganização do exército português, chegando a liderar o mesmo durante a Batalha do Ameixial, em conjunto com o Conde de Vila Flor. Pelo meio, ficou conhecido pelos seus desacordos e discussões táticas e estratégicas com o Marquês de Marialva, D. António Luís de Meneses.

D. João José da Áustria

Filho bastardo de Filipe IV de Espanha, cedo se dedicou à vida militar, destacando-se em outras guerras levadas a cabo pelo Império Espanhol. Em 1661 é-lhe atribuído o título de Capitão General da Reconquista de Portugal pelo rei, seu pai. Reunindo o maior exército de que foi capaz, invadiu Portugal pouco depois, sofrendo uma pesada derrota na Batalha do Ameixial, sentenciando de morte a sua carreira militar.

Pedro Jaques de Magalhães

Apesar da maioria das grandes batalhas da Guerra da Restauração ter ocorrido no Alentejo, uma delas teve lugar no norte de Portugal, onde Pedro Jaques de Magalhães, Governador de Armas da Beira, liderou as tropas portuguesas a mais uma vitória, em 1664, na Batalha de Castelo Rodrigo.

Marquês de Marialva

A Batalha de Montes Claros foi a derradeira batalha da Guerra da Restauração e a honra de liderar o exército português coube a D. António Luís de Meneses, que já tinha comandado o exército nas Linhas de Elvas. Em 1665 ficou decidida a independência de Portugal do Reino de Espanha, numa batalha onde a maioria das grandes figuras militares marcou presença, confirmando a coragem e os valores portugueses demonstrados ao longo de 28 anos de guerra.

Marquês de Caracena

Vindo de Flandres a mando do Rei Filipe IV, o experiente e afamado comandante espanhol trazia consigo os mais experientes soldados, participantes nos mais variados teatros de guerra espanhola durante a Guerra dos Trinta Anos. Era a derradeira tentativa de conquistar Lisboa a partir do Alentejo e que culminou na Batalha dos Montes Claros, em 1665.

Pelourinho de Águas Belas

Ferreira do Zêzere

Águas Belas é uma das várias regiões doadas por Dom Afonso Henriques à Ordem do Templo e ao Mestre Gualdim Pais. Nesta região, encontram-se dois exemplos máximos de construção aprendidas pelo Mestre na sua viagem a Jerusalém.

Castelo Velho do Caratão

A povoação doada por Dom Afonso Henriques aos Templários exigia mais um Castelo de Observação e defesa da Linha do Tejo, porém tal nunca chegou a acontecer

Igreja de Sao Vicente

Fundada por Dom Afonso Henriques, depois da conquista de Abrantes aos Mouros, em 1149, a Igreja viria a ser reduzida em ruínas numa das invasões Mouras de que a localidade foi alvo.

Gualdim Pais

  Um dos maiores cavaleiros portugueses, intimamente ligado à história da fundação de Portugal. Grão-Mestre da Ordem Templária, foi armado cavaleiro por D. Afonso Henriques no mesmo dia em que este foi aclamado rei. A Gualdim Pais deve-se a fundação de vários castelos, dos quais se destacam os castelos de Almourol e a obra monumental de Tomar, com o seu convento e castelo.

Afonso Henriques

  O primeiro rei de Portugal, cognominado O Conquistador, foi o responsável pela fundação do reino e da sua expansão, à época da reconquista cristã. Para isso contou com a preciosa ajuda da Ordem dos Cavaleiros Templários, a quem doou grande parte do território português.

Paio Mendes

  Foi, em conjunto com Bernardo de Claraval, um dos grandes fundadores do reino de Portugal. Se D. Afonso Henriques e Gualdim Pais eram os grandes mestres no campo de batalha, Paio Mendes, o verdadeiro aio do rei, foi o grande mestre político.

Bernardo de Claraval

  Responsável pela difusão da palavra da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, ou Templários, com o seu louvor à nova cavalaria e principal impulsionador da Segunda Cruzada dos Templários, Bernardo de Claraval tinha um sonho: o de criar um estado-nação o mais longe possível de Roma, vendo em Portugal e na sua expansão o local perfeito para a sua Ordem de Cavaleiros.

Abu Yusuf Ya’Qub al-Mansur

  Responsible for spreading the word of the Order of the Poor Knights of Christ and of the Temple of Solomon, or the Templars, with their praise to the new cavalry and main leverage of the Second Crusade of the Templars, Bernardo de Claraval had a dream: to create a state-nation as far as possible from Rome, seeing in Portugal and in its expansion the perfect location for your Order of Knights.

Campo Militar de São Jorge

Leiria

Foi aqui que Nuno Álvares Pereira conduziu, em 1385, as tropas de D. João I de Portugal à vitória contra o ataque de D. João I de Castela. Neste campo, situado a 2km a sul do Mosteiro da Batalha, soldados a pé foram capazes de derrotar equipas inteiras de cavalaria fazendo uso do seu conhecimento do terreno. Hoje, a Fundação e o Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, aqui situados, têm como missão celebrar e dar a conhecer aquele momento decisivo para a história de Portugal.

Mosteiro da Batalha

Batalha

Em frente ao Mosteiro existe uma estátua de D. Nuno Álvares Pereira montado a cavalo e pronto para combater. O Mosteiro foi erigido por D. João I de Portugal como agradecimento à Virgem Maria pela vitória na Batalha de Aljubarrota. Demorou dois séculos e sete reinados a ser construído, desde 1386 a 1517. A estátua foi inaugurada em 1967.

Castelo de Porto de Mós

Leiria

O Castelo de Porto de Mós e as suas populações circundantes eram apoiantes da causa do Mestre de Avis, tendo o castelo servido inclusive como sítio de acampamento e de planeamento antes da Batalha de Aljubarrota, em 1385.

Batalha Real

Aconteceu a 14 de agosto de 1385 no planalto de S. Jorge, mas foi planeada no dia anterior. O planeamento da Batalha Real por parte de D. Nuno Álvares Pereira, bem como a forma como foi travada, permitiram impedir a invasão de Portugal pelos castelhanos, embora a Guerra da Independência apenas viesse a terminar 26 anos mais tarde. O nome “Batalha de Aljubarrota” foi apenas adotado alguns séculos mais tarde, por haver necessidade de a situar num local específico. Face à superioridade numérica das tropas de D. João I de Castela em Aljubarrota, foi delineada uma estratégia que permitia fazer uso das particularidades do terreno de batalha para que os soldados portugueses pudessem derrotar, a pé, a cavalaria inimiga.

Batalha dos Atoleiros – 1384

Após ter sido nomeado como regedor e defensor do Reino, o Mestre de Avis escolhe, em março de 1384, D. Nuno Álvares Pereira como fronteiro do Alentejo e Algarve, uma vez que existiam já frequentes incursões castelhanas no Alentejo. A Batalha dos Atoleiros, travada a 6 de abril de 1384 a 2Km da vila de Fronteira, constitui a primeira grande vitória de D. Nuno sobre o exército castelhano. Nesta Batalha, o exército castelhano, que contava com quatro mil cavaleiros, teve um efetivo cinco vezes superior ao português, mas nem assim conseguiu travar o brilhantismo estratégico d´O Condestável. Foi a primeira demonstração de que era possível vencer militarmente Castela.

Batalha de Trancoso – 1385

Três meses antes de Aljubarrota, Trancoso era o palco de contendas entre as tropas portuguesas e castelhanas. Com D. João I de Portugal e D. Nuno Álvares Pereira ocupados no Minho com a conquista dos castelos de Guimarães e de Braga, coube a um grupo de fidalgos da Beira defender o seu território contra as forças castelhanas que haviam invadido Portugal e saqueado a cidade de Viseu. A vitória portuguesa em Trancoso, em 1385, viria a pôr fim ao cerco de Elvas, levado a cabo por D. João I de Castela.

Batalha de Valverde – 1385

Sem o conhecimento do rei D. João I de Portugal, D. Nuno Álvares Pereira decidiu atravessar a fronteira e entrar em território castelhano a partir de Badajoz ainda em 1385, dois meses depois da Batalha de Aljubarrota. O objetivo era continuar a pressionar o inimigo, levando-o a desistir de efetuar nova invasão ou de conquistar Portugal. O cronista-historiador Fernão Lopes conta que O Condestável, a meio da batalha que surgiu da retaliação castelhana, retirou-se para rezar entre dois penedos. Avisado pelo seu escudeiro de que perdiam a guerra, pediu-lhe que tivesse fé e terminou a sua oração, antes de voltar ao campo de batalha e derrubar o estandarte castelhano, o que motivou a fuga dos inimigos.

Conquista de Ceuta – 1415

Tendo apoiado desde a primeira hora o projeto da conquista de Ceuta, que começou a ser preparado dois anos antes, D. Nuno Álvares Pereira participou na expedição e na tomada de Ceuta (1415), quando já tinha 55 anos de idade. Depois de conquistada a cidade, o rei D. Duarte solicitou a D. Nuno que dirigisse a construção do sistema defensivo de Ceuta, tendo ele aceitado. A conquista de Ceuta marcou o início da expansão marítima portuguesa, que viria a constituir uma das páginas mais gloriosas da História de Portugal.

Guerra dos Cem Anos

De uma forma indireta, a Guerra dos Cem Anos, que opôs a França à Inglaterra entre 1337 e 1453, serviu de cenário para o período da Guerra da Independência do reino de Portugal. Na Batalha de Aljubarrota, por exemplo, as tropas de Castela eram apoiadas pelos franceses e as de Portugal pelos ingleses, sendo que muitas das técnicas de combate, implementadas com mestria por D. Nuno Álvares Pereira, haviam sido aprendidas durante aquela guerra. Com base nesta parceria entre portugueses e ingleses, seria firmada, um ano mais tarde, a aliança do Tratado de Windsor.

D. Nuno Álvares Pereira

Um génio no campo de batalha e um herói respeitado por toda a Península Ibérica, com uma grande devoção a Nossa Senhora cuja imagem sempre levou consigo no seu estandarte. Foi, quiçá, o grande responsável pela independência do reino de Portugal em relação a Castela em 1385. O “Santo Condestável” – ou D. Nuno, como era evocado em Castela para obrigar as crianças malcomportadas a comer a sopa – guerreou várias vezes em inferioridade numérica, inclusive na Batalha de Aljubarrota, mas nem por isso deixava de levar a melhor frente aos seus inimigos. É mencionado mais de uma dezena de vezes n’Os Lusíadas, de Luís de Camões, por ser um verdadeiro herói nacional e um dos principais responsáveis pela independência de Portugal face a Castela.

D. João I de Portugal, Mestre de Avis

Filho bastardo do rei D. Pedro I, mas legítimo vencedor da Batalha de Aljubarrota e posteriormente proclamado 10º rei de Portugal, deveu muito do sucesso do seu reinado a D. Nuno Álvares Pereira, seu amigo de juventude e o principal defensor da sua causa.   Em 1415, ao conquistar Ceuta, dava início à expansão portuguesa e a um dos períodos mais prósperos na história do país. O seu legado positivo valeu-lhe o título de “O de Boa Memória”.

D. João I de Castela

Aquele que pretendia ser o próximo rei de Portugal por via de casamento com a única filha legítima do rei D. Fernando, Beatriz de Portugal, acabou derrotado pelas tropas de D. João I, Mestre de Avis e de D. Nuno Álvares Pereira, na Batalha de Aljubarrota.

D. Filipa de Lencastre

A aliança Luso-Britânica surgiu do casamento de D. Filipa de Lencastre – neta de Eduardo III, rei de Inglaterra – com o rei D. João I de Portugal, decorrido na cidade do Porto. Assegurou uma excelente educação aos seus sete filhos e assumiu várias vezes o exercício do governo representando o marido, na sua ausência. O cronista Fernão Lopes retratou a rainha como generosa e amada pelo Povo, à semelhança da imagem deixada pelo seu cônjuge enquanto rei de Portugal.

D. Beatriz de Portugal

Apesar de ser descendente direta do rei D. Fernando e do seu casamento com D. João I de Castela, D. Beatriz de Portugal não chegou a ser rainha de Portugal porque o tratado das Cortes de Coimbra de 1385, que proclamou o Mestre de Avis como rei de Portugal, suplantou a legitimidade dos seus laços de sangue.

Brites de Almeida, a “Padeira de Aljubarrota”

Não há nenhum documento oficial que confirme a veracidade da história da Padeira de Aljubarrota. A lenda diz que a destemida Brites de Almeida teria matado com uma pá sete espanhóis que se encontravam escondidos no seu forno, fugidos da batalha. Essa lenda simboliza o apoio da população portuguesa à causa de D. João I de Portugal, e é ainda usada como um exemplo da resistência e luta do povo português.

D. Fernando I de Portugal

Foi a morte de D. Fernando que ditou a corrida dos “Joões” ao trono de Portugal. Em vida, fez dos conflitos com Castela uma prioridade no seu reinado, algo que continuou quando, já falecido, apenas deixou como descendente D. Beatriz de Portugal, casada com D. João I de Castela. Estes seriam portanto os sucessores naturais ao trono, segundo o acordado no Tratado de Salvaterra de Magos, não fosse a bravura do Mestre de Avis e do seu sempre fiel Condestável.

D. Leonor Teles

Enviuvada de D. Fernando I em 1383, D. Leonor Teles passou a ser regente do reino de Portugal e influenciada diretamente pelo seu amante galego, o Conde João Andeiro. Quando o rei morreu, alegou estar demasiado adoentada para comparecer ao funeral, receando a desaprovação do povo em relação à sua situação amorosa. O posterior assassinato do Conde às mãos do Mestre de Avis levou-a a procurar refúgio fora de Lisboa.

D. Pedro I de Portugal

Pai tanto de D. Fernando I como de D. João I (este sendo bastardo), ficou conhecido pelo seu temperamento forte, pelo seu sentido de justiça e pela eterna história de amor com a nobre galega Inês de Castro. Morreu em 1367, altura em que lhe sucedeu no trono D. Fernando I, um dos principais propulsores do processo da Independência.

Fernão Lopes

É graças aos vastos e detalhados relatos do cronista-historiador Fernão Lopes que, hoje em dia, temos documentada muita da história de Portugal dos reinados de D. Pedro I a D. João I. Com a sua pena, o guarda-mor da Torre do Tombo contou feitos e desastres, façanhas e derrotas do reino de Portugal, onde se incluíram a Batalha de Aljubarrota e pormenores da brilhante estratégia de guerra de D. Nuno Álvares Pereira.

Beatriz Pereira de Alvim

A morte da filha de D. Nuno Álvares Pereira, Beatriz de Alvim, em 1415 foi, para além da sua grande espiritualidade, o motivo próximo que levou O Condestável a ingressar na vida religiosa, doando aos seus companheiros de armas todos os bens que lhe haviam sido dados por D. João I pelo seu serviço ao reino de Portugal. D. Beatriz casou com D. Afonso, filho ilegítimo de D. João I, tendo este casamento dado origem à Casa de Bragança.

Conde João Andeiro

Amante da rainha D. Leonor Teles ainda durante a vida do rei D. Fernando, foi assassinado em 1383 pelo Mestre de Avis apoiado pelo povo, que considerava o caso um escândalo por ser cada vez mais óbvio, principalmente após a morte do rei. Não ajudou que o Conde fosse também grande defensor da causa castelhana.

João das Regras

Foi o principal defensor legal da causa de D. João I, Mestre de Avis, tendo mesmo conseguido aclamá-lo rei nas Cortes de Coimbra de 1385 apesar do contrato de linhagem ditar que o reino deveria pertencer a D. Beatriz, filha do antigo rei D. Fernando, e, por extensão, a D. João I de Castela, seu marido. Foi graças às ações do jurisconsulto que o Mestre de Avis e Nuno Álvares Pereira conseguiram impor a vontade dos portugueses de ter um reino independente.

Diogo e Pedro Álvares Pereira

Dois meios-irmãos d’O Condestável lutavam do outro lado da barricada, em nome de Castela e da causa da rainha D. Leonor. Apesar disso, foi em Portugal que Diogo e Pedro Álvares Pereira faleceram, na sequência dos ferimentos da Batalha de Aljubarrota, tendo Nuno Álvares Pereira ido sepultá-los em lugar que ainda hoje permanece incerto.

Ala dos Namorados (Batalha de Aljubarrota)

Perto de onde se situava D. Nuno Álvares Pereira durante a Batalha de Aljubarrota, e assim chamada por ser constituída maioritariamente por soldados jovens, foi a ala do exército português que enfrentou bravamente os castelhanos, disparando habilmente os virotões das suas bestas e participando também no combate corpo-a-corpo, enquanto a ala da madressilva, à direita, fazia chover flechas contra os inimigos.

Nicolau Coelho

Um homem que esteve sempre no sítio certo, à hora histórica. Participou tanto na descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, em 1497-99, como na “acidental” descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral um ano depois, sempre aos comandos da nau Bérrio.   Navegador exímio, foi o primeiro a trazer para Portugal as boas notícias da chegada à Índia. Morreu no mar em 1504 enquanto regressava do oriente sob o comando de Francisco de Albuquerque, possivelmente naufragado ao largo de Moçambique.

Infante D. Henrique

Talvez o principal impulsionador da era das descobertas portuguesas, convenceu o seu pai, D. João I, a conquistar Ceuta em 1415, dando início a um dos períodos mais prósperos para o país.   Desempenhou várias funções governativas em Ceuta, ao mesmo tempo que geria os desembarques de vários navegadores portugueses para zonas até então remotas. O seu estatuto de grão-mestre da Ordem dos Templários, obtido em 1420, garantiu-lhe fundos que possibilitaram explorar ao máximo as potencialidades do Oceano Atlântico.

Vasco da Gama

Tinha apenas dez anos quando Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança. Décadas mais tarde, pela sua mão, conseguia repetir esse percurso e romper o monopólio do comércio mediterrânico que estava concentrado em Itália, fazendo chegar ao país várias especiarias depois disseminadas pelos territórios encontrados.   Um dos nomes mais da Era dos Descobrimentos, Vasco da Gama comandou as primeiras naus que chegaram à Índia em 1497-99 – uma delas capitaneada por Nicolau Coelho – e reafirmou a superioridade da presença marítima de Portugal, ao mesmo tempo que definiu rotas comerciais importantíssimas até para o desenvolvimento da Europa.

Pedro Álvares Cabral

O caminho para a Índia trilhado inicialmente por Vasco da Gama revelou-se cheio de surpresas para Pedro Álvares Cabral que, ao percorrê-lo, em 1500, acabou por se afastar demasiado da costa africana e vir a desembarcar na costa sul do continente americano, no litoral do Brasil, que inicialmente pensava tratar-se de uma ilha.   Feita e comunicada a descoberta das novas terras ao rei D. Manuel I, a frota de Pedro Álvares Cabral, da qual fez parte o capitão Nicolau Coelho, reabasteceu-se e rumou finalmente a Calecute, na Índia, tendo sido reduzida a metade por uma forte tempestade e tendo sofrido outras baixas por conflitos com os comerciantes árabes que se recusavam a abdicar do seu monopólio para Portugal.

Bartolomeu Dias

Encabeçou a expedição que conseguiu, em 1488, dobrar o Cabo da Boa Esperança (ou Cabo das Tormentas) a sul de África, fazendo pela primeira vez a ligação entre o Oceano Atlântico e o Índico que permitiu a Vasco da Gama chegar à Índia.   A par com Nicolau Coelho, comandou mais tarde também alguns navios do próprio Vasco da Gama e de Pedro Álvares Cabral nas suas expedições.

D. Manuel I

Reinou Portugal durante o período mais produtivo d’Os Descobrimentos (1495-1521), o que lhe valeu o cognome de “O Bem-Aventurado”, herdando as explorações marítimas já iniciadas pelos seus antecessores e que começavam agora a dar frutos.   Capitalizou a riqueza conseguida com as novas rotas comerciais e erigiu vários edifícios reais, posteriormente agregados sobre a classificação comum de “estilo manuelino”.

Luís Vaz de Camões

Um dos maiores autores de sempre da língua portuguesa e do ocidente, referiu-se a Nicolau Coelho como um “grande sofredor” com “experiência em armas e furor”. Só depois da sua morte, em 1579 ou 1580, é que a sua obra teve reconhecimento e começou a ser considerada um símbolo de identidade nacional.   Combateu em África e viajou para o oriente em 1553, onde começou a escrever “Os Lusíadas”, uma epopeia acerca da grandiosa história de Portugal com especial enfoque nos Descobrimentos.

Fernão de Magalhães

Apesar da sua morte durante o percurso, em 1521, em combate nas Filipinas, é creditado como a primeira pessoa da História a fazer uma viagem completa de circum-navegação (de 1519 a 1522) à volta do globo. A expedição foi terminada pelo espanhol Juan Sebastián Elcano.

Afonso de Albuquerque

Na sua primeira visita ao oriente, em 1503, Afonso de Albuquerque percebeu que havia necessidade de segurar a posição portuguesa no Oceano Índico. Como governador da Índia, conquistou então vários pontos estratégicos por via militar, promoveu a miscigenação e, no plano sociopolítico, tentou fechar todas as passagens navais para aquele oceano, reduzindo as influências otomanas, árabes e hindus.

Fernão Mendes Pinto

Fez parte de uma das primeiras expedições portuguesas que pretendiam alcançar o Japão, na década de 1540, e que introduziram naquele país as armas de fogo. A sua obra “Peregrinação”, que fala sobre as suas experiências de vida, foi publicada postumamente, em 1614. É um dos títulos mais célebres da literatura de viagem portuguesa.

Jorge Álvares

Foi o primeiro explorador europeu a chegar à China, em 1513, à atual cidade de Hong Kong. Levantou o primeiro Padrão português naquele país, e lá construiu um proveitoso sistema de comércio entre a atual Malásia e a China.

Pêro de Alenquer

Talvez o melhor piloto do seu tempo, tendo sido mesmo escolhido pelo rei para pilotar a caravela comandada por Bartolomeu Dias que dobrou o Cabo da Boa Esperança em 1488. Tal como Nicolau Coelho, participou também na expedição de Vasco da Gama à Índia como piloto-mor da nau São Gabriel.

João Gonçalves Zarco

A par com Tristão Vaz Teixeira, foi capitão-donatário da ilha da Madeira, na zona do Funchal, depois de uma viagem de reconhecimento inicial em 1425. Foi um dos navegadores portugueses que se ocuparam de terras desertas no meio do Atlântico e que lá firmaram a influência do país.

Diogo de Silves

Navegador português que terá descoberto pela primeira vez, em 1427, as ilhas de São Miguel e Santa Maria, nos Açores, e posteriormente as cinco ilhas do grupo central do arquipélago. Alguns anos depois, o Infante D. Henrique mandava o explorador Gonçalo Velho numa viagem para localizar as ilhas avistadas por Diogo de Silves.

Fernando, o Infante Santo

Assim chamado por ter morrido em cativeiro de forma a evitar a perda de soberania do reino português sobre Ceuta. Em 1437, o Infante Santo acompanhou o irmão mais velho, o Infante D. Henrique, numa expedição militar ao norte de África que saiu falhada. Os portugueses renderam-se e deixam-no em Fez como moeda de troca, enquanto Ceuta não voltasse para o domínio mouro.

Martim Afonso de Sousa

Foi o grande responsável pela defesa da costa brasileira e pela colonização do seu litoral desde 1530. Partiu três anos depois para a Índia, como capitão-mor daqueles mares, e foi responsável por várias conquistas militares importantes para as relações de Portugal com o oriente.

João de Barros

Educado durante o apogeu d’Os Descobrimentos, foi um dos maiores historiadores do país e um dos grandes responsáveis pela definição da gramática da Língua Portuguesa à época, por volta de 1540, com várias obras publicadas sobre o assunto. Exerceu diversos cargos de gestão ultramarina, tanto na Índia como no Brasil

Pêro de Escobar

Enquanto piloto sob o comando de Nicolau Coelho, fez regressar a nau Bérrio a Lisboa em 1499 para dar as boas-novas ao reino sobre a descoberta da Índia, tendo participado também na descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral. Antes, tinha estado ao serviço de Fernão Gomes nas suas explorações da costa ocidental africana.

Diogo Dias

Navegador experiente, irmão de Bartolomeu Dias, acompanhou-o na viagem que permitiu a dobragem do Cabo da Boa Esperança em 1488, separando-se eventualmente da expedição e descobrindo a atual ilha de Madagáscar.   Comandou também, tal como Nicolau Coelho, um dos navios de Pedro Álvares Cabral que chegou ao Brasil em 1500.

Fernão Gomes

Também chamado de Fernão Gomes da Mina, pela recolha de ouro de aluvião que levou a cabo na atual cidade ganesa de Elmina a partir de 1471, foi um dos maiores comerciantes e exploradores portugueses da costa ocidental africana. Homem de grande fortuna, patrocinou vários capitães e navegadores portugueses de renome nas suas expedições por África.

Pero Vaz de Caminha

Foi escrivão da armada de 13 navios de Pedro Álvares Cabral que descobriu o Brasil e autor da “Carta a El-Rei D. Manuel”, onde documentou ao monarca todas as suas primeiras impressões sobre aquela região ultramarina. A carta de Pedro Vaz de Caminha, datada de 1500 e que menciona também a tripulação do Bérrio de Nicolau Coelho e outras personalidades da expedição, é o primeiro documento escrito da história do Brasil.

Henrique de Coimbra

Frade e bispo português que serviu como missionário em África, na Índia e no Brasil, tendo mesmo celebrado a primeira missa daquele futuro país em 1500, no mesmo ano em que lá chegara com os navegadores portugueses.

Tristão da Cunha

Explorador e comandante português, foi o primeiro vice-rei e governador da Índia Portuguesa. Descobriu várias ilhas no Oceano Atlântico, nas quais recolheu os espécimes exóticos com os quais desfilou em 1514, em Roma, perante o Papa Leão X. Dá nome a um arquipélago no sul do Atlântico, hoje sob domínio britânico.

Mirocem

Governador da cidade do Jidá, no Mar Vermelho, foi um dos principais e recorrentes adversários de Portugal na luta pela hegemonia do Oceano Índico ao longo de todo o séc. XVI.

Meliqueaz

Um dos mais distintos guerreiros da época d’Os Descobrimentos, servia o sultão de Guzerate, que vivia do comércio no Mar Vermelho e no Egito. Sentindo-se ameaçado pelos portugueses, fez de tudo para afastá-los do território. Contudo, no final da Batalha de Chaul, em 1508, poupou e libertou os cerca de 20 soldados portugueses que sobreviveram.

Lourenço de Almeida

Chamado de “diabo louro” pelo seu aspeto e capacidades no campo de batalha, pelejou várias vezes no oriente, inclusive na Batalha de Chaul, em 1508, onde comandou os seus homens até morrer. Foi este acontecimento que fez o seu pai, D. Francisco de Almeida, decidir vingar-se na Batalha de Diu, em 1509.

Porto de Lagos

Lagos

Onde tudo começou. Foi daqui, vindas de Lisboa, que partiram as naus que levaram o exército português e os seus aliados até Ceuta em 1415, com o objetivo de conquistar a cidade. Estabelecida a primeira possessão portuguesa em África, a partir daí foi possível planear todo o percurso de expansão marítima que viria a decorrer.

Fortaleza de Sagres

O Infante D. Henrique reconstruiu a vila de Sagres, a partir de 1443, e aqui erigiu o seu forte com o intuito de criar uma escola de navegadores de onde partiriam os mais capazes exploradores que dessem continuidade à expansão do império português além-mar. No entanto, com a mudança de todos os procedimentos para Lisboa, a região acabou por perder alguma força.

Ermida do Restelo

Lisboa

Estava já em avançado estado de degradação quando Vasco da Gama e a sua frota lá passaram a noite em oração antes de partir para o oriente, em 1497. 

Mosteiro dos Jerónimos

Lisboa

Um dos maiores exemplos da arquitetura manuelina, levou uma centena de anos, desde 1501, a ser construído. Está diretamente relacionado com a época d’Os Descobrimentos e é, ainda hoje, um dos principais símbolos da nação portuguesa.

Forte de São Julião da Barra

Lisboa

A maior fortificação marítima em Portugal, foi construída em 1553 para controlar a circulação de embarcações no rio Tejo e o acesso de naus ao porto de Lisboa.

Igreja da Graça

Santarém

Igreja de Santarém onde está sepultado Pedro Álvares Cabral, que, a par com Nicolau Coelho e outros navegadores portugueses experientes, chegou ao Brasil em 1500. De construção iniciada em 1380, é um dos mais notáveis exemplares da arte gótica em Portugal.

Casa dos Bicos

Lisboa

Foi mandada erigir em 1523 em Lisboa por Brás de Albuquerque, filho do grande estratega militar e segundo governador da Índia Portuguesa Afonso de Albuquerque. Apresenta traços fortes do estilo manuelino.

Museu do Oriente

Lisboa

O oriente é o tema principal deste museu que se situa, desde 2008, no edifício Pedro Álvares Cabral, em Lisboa. Gerido pela Fundação Oriente, tem coleções históricas, religiosas e artísticas relacionadas com a presença portuguesa na Ásia nos séculos XVI e XVII.

Castelo de Sines

Setúbal

Erigida em 1970, depois de várias décadas de reivindicação por parte dos sineenses, a estátua de Vasco da Gama, no Castelo de Sines, pretende ser uma homenagem ao navegador nascido na cidade e primeiro homem a realizar uma viagem marítima até à Índia.

Sé (Nossa Senhora da Assunção)

Lisboa

Instituída em 1421, sobre a antiga mesquita principal de Lisboa, foi-se degradando ao longo dos anos, apesar dos pedidos do bispo da cidade para a sua reconstrução, que a considerava antiquada e em demasiado mau-estado em comparação com o resto da cidade.

Igreja de Santa Maria de África

Segundo a lenda, a imagem que nesta igreja se venera foi encontrada no campo após a conquista portuguesa de Ceuta em 1415, tendo a própria igreja sido mandada erigir para a albergar

Forte Real de São Filipe

Erguido em 1590, a 120 metros acima do nível do mar, foi a primeira fortificação de Cabo Verde, essencial no combate aos piratas e corsários. Na mesma “Cidade Velha”, foi também construída, em 1495, e seguindo o estilo arquitetónico manuelino, a mais antiga igreja colonial do mundo, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

Arco dos Vice-Reis (Índia)

 Foi mandado construir em 1597 em Goa por D. Francisco da Gama, bisneto de Vasco da Gama, para comemorar o centenário da chegada do seu bisavô à Índia.

Forte de Quíloa

Faz atualmente parte das ruínas de Kilwa Kisiwani e de Songo Mnara, mas em tempos foi um dos mais apetrechados e dispendiosos fortes portugueses além-mar. Por essa razão, teve uma existência tão curta como os poucos meses que demorou a ser construído, a partir de 1505.

Forte de São Tomé

Um dos poucos exemplos de fortificações portuguesas manuelinas no Índico que sobreviveram até hoje. Construído em 1518, serviu para proteger e consolidar as recém-conseguidas rotas de comércio que passavam pela cidade de Tangasséri.

Castelo de São Jorge da Mina

Modelada a partir do exemplo da fortificação de Arguim, a feitoria da Mina, na qual se incluía o Castelo de São Jorge, foi assente, em 1482, numa zona que permitiu a Portugal recolher grandes riquezas e consolidar as suas rotas comerciais no Golfo da Guiné.

Torre de Paliporão

Tem um formato hexagonal e é considerada localmente a mais antiga estrutura de fortificação europeia ainda existente na Índia. Foi erguida em 1503.

Fortaleza de Cranganor

Com muralhas de 18 pés de espessura, a fortaleza foi erguida em 1507 pelos portugueses e encontra-se atualmente em ruínas.

Forte Nª Sra. Conceição de Ormuz

Foi a ferro e fogo que Afonso de Albuquerque conseguiu tomar a cidade de Ormuz e o Forte de Nossa Senhora da Conceição, mas, uma vez conquistado aquele reino, em 1515, todas as outras cidades e portos da região passaram também a ser tributários de Portugal.

Forte de Al-Jalali

Juntamente com o Forte de Al-Mirani, constituem os “fortes gémeos” que defenderam o porto e a cidade comercial de Mascate de ataques navais externos. Foram ambos construídos em 1552 a partir das ruínas de uma antiga fortificação islâmica, com diversas escadarias para confundir o invasor.

Forte de Bandra

Armado com sete peças de artilharia para proteger as rotas marítimas em direção ao porto de Bombaim, era uma de muitas fortificações erguidas pelos portugueses no litoral da Índia ocidental. Foi construído em 1640.

Forte de Cacheu

Foi criado em 1588 pelos portugueses para proteger a primeira feitoria fundada na região de Cacheu, na Guiné-Bissau. Tinha 16 peças de artilharia.

Forte de Nª Sra. Piedade de Solor

Foi construído em data incerta como resposta a uma primeira tentativa falhada dos portugueses de construir um simples abrigo de madeira para se protegerem dos atacantes nativos islâmicos, hostis à presença portuguesa.

Igreja de Nossa Senhora do Oiteiro

Foi construída a partir de 1520 pela ação individual de um fidalgo português em Malaca, Duarte Coelho Pereira, como ato de gratidão por ter conseguido fugir de uma tempestade no Mar da China Meridional.

Fortaleza da Ilha de Goréia

Erguida em 1536, chegou a ser, durante vários séculos e por influência dos portugueses, um dos maiores centros de comércio de escravos africanos

Forte Jesus de Mombaça

Um dos exemplos mais significativos da arquitetura militar portuguesa na costa africana, erigido em 1596 para fazer face aos ataques dos turcos otomanos e para proteger aquela feitoria

Forte de Massangano

Foi erguido em 1583 e tido como um importante ponto estratégico de colonização militar e de garantia da integridade das redes comerciais portuguesas, que incluíam o tráfico de escravos para o continente americano

Mazagão

Um sítio onde as influências arquitetónicas marroquinas e europeias se juntam para criar algo verdadeiramente único, evidenciado pelas muralhas e baluartes construídos a partir de 1541 e que são, ainda hoje, pontos de atração na cidade de El Jadida.

Forte Nª Sra. Anunciada de Amboíno

Depois de várias tentativas de construção de estruturas em madeira para assegurar a influência portuguesa na ilha de Amboíno – todas falhadas devido aos constantes ataques islâmicos –, foi finalmente construído, em 1576, o Forte de Nossa Senhora da Anunciada.

Fortaleza de Jafanapatão

Foi construído em 1558, depois da conquista de Jaffna pelos portugueses, como resposta aos apelos dos cristãos recentemente convertidos por São Francisco Xavier, que eram frequentemente alvos de saques por parte de comerciantes muçulmanos.

Forte de Bahrain

Foi ampliado em 1561 no topo de uma elevação com 12 metros de altura, aproveitando uma antiga fortificação árabe já existente e que serviu como capital para uma das mais importantes civilizações da região.

Fortaleza dos Reis Magos de Goa

Depois de escolher Goa para sediar a capital do Vice-Reino da Índia, pelas suas boas caraterísticas defensivas, Afonso de Albuquerque mandou construir a primeira fortificação naquela zona, aproveitando um posto militar muçulmano já existente. A Fortaleza dos Reis Magos viria a ser construída mais tarde, entre 1551 e 1554, durante o governo de D. Afonso de Noronha.

Praça-Forte de Safim

A sua estrutura base não foi construída por portugueses, mas foi sob a influência daquele reino que a praça se transformou, ao longo da primeira metade do séc. XVI, numa verdadeira fortaleza muralhada, com vários elementos da arquitetura portuguesa ainda hoje facilmente identificáveis.

Forte de Santo António de Axim

Foi construído em 1515 por mãos portuguesas, de forma a garantir a feitoria do reino no atual Gana, tendo sido consideravelmente ampliado pelos holandeses mais tarde.

Fortim de São Jerónimo

Uma pequena estrutura defensiva de planta quadrangular, o Fortim de São Jerónimo foi construído em 1566 à beira-mar, a pouco mais de um quilómetro do Forte de São Sebastião, na ilha de São Tomé.

Fortaleza de São Miguel de Luanda

A primeira estrutura defensiva construída pelos portugueses em Angola, em 1575, com uma forma bastante irregular. Alberga, hoje em dia, o Museu das Forças Armadas do país.

Forte de São Sebastião

Foi construída a partir de 1554 pelas forças portuguesas para dar apoio às naus que transitavam na chamada Carreira da Índia. A cidade onde foi edificada, a Ilha de Moçambique, foi capital da África oriental portuguesa durante mais de três séculos.

Forte de São Tiago

Construído a partir de 1555, num estilo marcadamente manuelino, garantia proteção à feitoria daquela zona da Costa do Ouro Portuguesa.

Fortaleza de Diu

Uma das mais importantes e bem fortificadas estruturas militares erguidas no Estado Português da Índia, o seu estatuto estava à altura da importância que a cidade de Diu tinha para as rotas comerciais portuguesas no oriente. Foi construída entre 1535 e 1536.

Igrejas e Conventos de Goa

Goa, antiga capital das índias portuguesas, está repleta de estruturas religiosas com cunho do reino de Portugal e do estilo artístico dominante na época, do qual a Basílica do Bom Jesus, construída a partir de 1594, é o melhor exemplo. Foi a partir daqui que se procedeu à evangelização da Ásia.

Fortaleza do Morro de Chaul

A conquista da Fortaleza do Morro de Chaul por parte dos portugueses, em 1594, opôs 1500 soldados e 1500 nativos contra as tropas do sultanato, que tentaram usar como estratégia de defesa a colocação de dois animais mortos nas portas dianteira e traseira do forte: um elefante e um cavalo, respetivamente.

Conquista de Ceuta – 1415

A tomada de Ceuta foi o primeiro episódio de expansão ultramarina do reino português e que viria a desencadear todo o período e o espírito de arrojo d’Os Descobrimentos. Aconteceu a 22 de agosto de 1415 e opôs perto de 20.000 cavaleiros e soldados e 212 navios a uma cidade que não os esperava.

Batalha de Cananor – 1506

As tropas portuguesas venceram, em 1506, ao largo do porto de Cananor, na Índia, cerca de duas centenas de navios artilhados do Samorim de Calecute, o mesmo que alguns anos antes havia recebido o explorador Vasco da Gama.

Cerco de Cananor – 1507

 Seguiu-se à batalha decorrida no porto da mesma cidade contra o Samorim de Calecute. As tropas portuguesas, cercadas em abril de 1507 na Fortaleza de Santo Ângelo de Cananor e famintas durante quatro meses, foram salvas pela frota de Tristão da Cunha que, ao atacar, obrigou os árabes a retaliar e a levantar o cerco.

Batalha de Chaul – 1508

Opôs, em março de 1508, os portugueses aos soldados turcos de Mirocem e resultou numa derrota com inúmeras baixas para os primeiros, apesar de as tropas comandadas por D. Lourenço de Almeida se terem batido de forma valente ao ponto de os poucos sobreviventes terem sido salvos pelo inimigo.

Batalha de Diu – 1509

 A vitória nesta batalha, em fevereiro de 1509, foi crucial para aumentar a influência portuguesa no Oceano Índico e abalar o poder dos otomanos. Foi também significativa porque serviu como uma espécie de vingança pessoal por parte de D. Francisco de Almeida pela morte do seu filho no massacre de Chaul, um ano antes.

Conquista portuguesa de Goa – 1510

 Numa primeira fase, Afonso de Albuquerque tomou Goa sem muita oposição dos locais, apenas do rei português que não o havia autorizado. A reconquista por parte dos muçulmanos ocorreu pouco tempo depois, tendo o fidalgo português regressado novamente no espaço de três meses para uma conquista definitiva da cidade em 1510, que viria a tornar-se numa das mais importantes para os desígnios do reino na Índia.

Batalha de Azamor – 1513

Um conflito que opôs portugueses a marroquinos, com pouca resistência por parte dos últimos. Ocorreu devido à recusa do governador da cidade de Azamor em pagar o tributo ao reino de Portugal, tendo D. Manuel I retaliado, em 1513, com o envio de uma armada.

Batalha de Alcácer-Quibir – 1578

Também conhecida como a Batalha dos Três Reis, opôs, em 1578, as tropas portuguesas lideradas por D. Sebastião ao exército marroquino que contava com apoio otomano. Os soldados e a nobreza portugueses saíram derrotados e o seu rei desaparecido em batalha, o que resultou na perda de soberania do reino e num empobrecimento significativo do país.

Farol de Montedor

É na freguesia do Carreço, em Viana do Castelo, que se situa o farol mais a norte de Portugal. Situa-se a cerca de 4 milhas náuticas a norte da foz do rio Lima e a 7 milhas a sul da foz do rio Minho, e tem um alcance luminoso de cerca de 41 quilómetros. Entrou em funcionamento em 1910 e possui uma torre quadrangular em cantaria de granito com 28 metros de altura e lanterna e varandim vermelhos, ladeada por um edifício anexo em forma de ‘U’.

Farol de Leça

Situado em Leça da Palmeira, Matosinhos, o Farol de Leça, ou da Boa Nova, é o segundo maior farol do país – com 46 metros de altura – e possui uma torre cónica branca em cimento armado com faixas estreitas pretas e vários edifícios anexos com um pequeno museu. A lanterna e o varandim são pintados de vermelho, e o seu sinal luminoso alcança cerca de 52 quilómetros.   Foi construído em 1926 entre as barras dos rios Ave e Douro, perto do Porto de Leixões.

Farol de Aveiro

O maior farol de Portugal e o segundo maior da Península Ibérica, o Farol de Aveiro (ou da Barra) fica localizado na Praia da Barra, na Gafanha da Nazaré. Com um alcance luminoso de cerca de 43 quilómetros, é constituído por uma torre tronco-cónica com faixas brancas e vermelhas e vários edifícios anexos. Foi construído em finais do século XIX.

Farol do Cabo Espichel

É no próprio Cabo Espichel, em Sesimbra, que se encontra este farol de 32 metros de altura que inovou ao longo dos anos em termos de iluminação, desde a sua inauguração em 1430 e da construção da sua torre atual em 1790. Tem um alcance luminoso de 48 quilómetros.

Farol do Forte do Cavalo

Todo pintado de vermelho e disposto sobre a muralha, o farol situa-se no Forte de São Teodósio da Ponta do Cavalo, em Sesimbra. Tem uma torre cilíndrica de sete metros de altura erigida em 1895, bem como os alojamentos dos faroleiros que lá trabalhavam. A sua luz branca tem um alcance de cerca de 26 quilómetros.

Farol do Cabo de Sines

Composto por uma torre cilíndrica branca com 22 metros de altura e dois edifícios anexos, o Farol do Cabo de Sines, no Alentejo, tem um alcance luminoso de 48 quilómetros. Foi inaugurado em 1880.

Farol do Cabo Sardão

Proposto em 1883, e de difícil acesso, só entrou em funcionamento em 1915. O farol localizado na Ponta do Cavaleiro do Cabo Sardão, em São Teotónio, Beja, possui uma torre quadrangular branca de 17 metros feita em alvenaria. Tem um edifício anexo e uma lanterna cilíndrica vermelha com luminosidade que alcança os 43 quilómetros.

Farol de Vila Real de Santo António

De construção tardia por ser difícil o consenso em relação às reais condições do terreno arenoso onde foi instalado, o Farol de Vila Real de Santo António, no Algarve, só entrou em funcionamento em 1923. A sua torre circular, acompanhada por anexos, tem 46 metros de altura e uma luminosidade que alcança os 48 quilómetros.

Farol de Alfanzina

A torre quadrangular branca de 23 metros de altura e em alvenaria do Farol de Alfanzina, na Praia do Carvoeiro, na Lagoa, é encimada por uma lanterna cilíndrica vermelha. O farol, planeado e construído em 1913, tem um edifício anexo e uma capacidade de iluminação de até 54 quilómetros.

Farol da Ponta do Altar

No promontório da Ponta do Altar, em Lagos, encontra-se um farol com uma torre quadrangular branca de 10 metros embutida num anexo, com cunhais em granito aparente e lanterna vermelha. Construído em 1893, o farol tem uma iluminação que atinge os 30 quilómetros.

Farol da Ponta da Piedade

De torre quadrangular amarela – com cinco metros de altura e alvenaria – e lanterna vermelha, o Farol da Ponta da Piedade, em Lagos, foi inaugurado em 1913. Tem edifício anexo e um alcance luminoso de 37 quilómetros.

Farol do Cabo Mondego

É em Buarcos, na Figueira da Foz, que se situa o Farol do Cabo Mondego. Com uma torre quadrangular branca, de alvenaria, com 15 metros de altura e um varandim e uma cúpula vermelhos, tem um edifício anexo e um alcance luminoso de 52 quilómetros. Foi inaugurado em 1858.

Farol do Penedo da Saudade

A torre quadrangular de cantaria do Farol do Penedo da Saudade, construído em 1912, em Leiria, tem 32 metros de altura e farolim vermelho, e faz-se acompanhar por um edifício anexo revestido a azulejos castanho-avermelhados. Tem um alcance luminoso de cerca de 56 quilómetros.

Farol do Cabo Carvoeiro

Ex-libris do Cabo do Carvoeiro, em Peniche, o seu farol tem uma torre quadrangular de alvenaria branca, com lanterna e varandim vermelhos, de 27 metros de altura. É um dos mais antigos faróis da costa portuguesa, construído em 1790 e com um alcance luminoso atual de 28 quilómetros.

Farol da Berlenga

Em Peniche, o Farol da Berlenga (ou Farol do Duque de Bragança) tem uma torre quadrangular de 29 metros de altura feita em alvenaria branca, com edifícios anexos. A lanterna e o varandim vermelhos sustentam um potencial luminoso de 50 quilómetros. Foi concluído em 1841 e conta atualmente com peças museológicas na Direção-Geral de Faróis.

Farol do Cabo da Roca

O farol mais ocidental do continente europeu, situado na freguesia de Colares, em Sintra, o Farol do Cabo da Roca consiste numa torre quadrangular de alvenaria e com 22 metros de altura, forrada a azulejos brancos, com edifícios anexos e lanterna e varandim vermelhos. Foi construído em 1772 e tem uma luminosidade de cerca de 48 quilómetros.

Farol do Cabo de Santa Maria

O Farol do Cabo de Santa Maria, na Ilha da Culatra, em Faro, tem uma torre branca tronco-cónica de 46 metros de altura com esqueleto exterior em betão armado e farolim e varandim vermelhos. Foi inaugurado em 1851 e tem um alcance luminoso de 46 quilómetros.

Farol da Ponta da Ferraria

 Localizado na ilha de São Miguel, Açores, o Farol da Ponta da Ferraria tem uma torre prismática branca com 18 metros de altura e um edifício anexo. Foi criado em 1901 e tem um alcance luminoso de 50 milhas.

Farol da Ponta do Arnel

A nordeste da ilha de São Miguel, nos Açores, o Farol da Ponta do Arnel tem uma torre prismática branca com 15 metros de altura e cúpula envidraçada vermelha, com edifício anexo. Entrou em funcionamento em 1876 e tem um alcance luminoso atual de cerca de 46 quilómetros.

Farol de Gonçalo Velho

O Farol de Gonçalo Velho situa-se na ponta do Castelo, na freguesia do Santo Espírito, ilha de Santa Maria, nos Açores. Foi inaugurado em 1927 com uma torre quadrangular de 14 metros de altura em alvenaria de pedra. A lanterna, vermelha, alcança uma luminosidade de 54 quilómetros.

Farol da Ponta das Contendas

O Farol da Ponta das Contendas situa-se na ilha Terceira, nos Açores, e consiste numa torre prismática branca com cerca de 13 metros de altura, encimada por uma cúpula vermelha. Inaugurado em 1934, com edifício anexo, tem um alcance luminoso de cerca de 43 quilómetros.

Farol da Ponta da Barca

A noroeste na ilha Graciosa ergue-se a torre cilíndrica do Farol da Ponta da Barca, com 23 metros de altura e cor branca com listas cinzentas. Foi inaugurado em 1930, com edifício anexo, e tem uma luminosidade atual que alcança os 37 quilómetros.

Farol da Ponta da Ilha

Com uma torre prismática branca de 19 metros de altura, encimada por uma lanterna circular vermelha, o Farol da Ponta da Ilha, nas Lajes do Pico, nos Açores, tem um edifício anexo em forma de ‘U’. Foi inaugurado em 1851.

Farol da Ponta do Albernaz

O Farol da Ponta do Albernaz, em Santa Cruz das Flores, é o farol mais ocidental do arquipélago dos Açores e da própria Europa. Tem uma torre cilíndrica em alvenaria, pintada a branco, com 15 metros de altura, lanterna vermelha e edifícios anexos. Construído em 1925, tem um alcance luminoso de 41 quilómetros.

Farol da Ponta do Pargo

O Farol da Ponta do Pargo foi construído na Madeira em 1922 e tem uma torre com 14 metros de altura. Situa-se na região mais ocidental do arquipélago.

Museu Militar de Bragança

O Museu Militar de Bragança, que ocupa todos os pisos da Torre de Menagem do castelo, com um total de 165 salas expositivas, surgiu em 1929 pela vontade de preservar a memória das vivências militares da cidade. Muitas das suas peças foram doadas pelos próprios habitantes e contam uma história da evolução do armamento ligeiro entre os séculos XII e XX.

Museu Militar de Elvas

Criado em 2008, é um dos maiores museus do país, cujo acervo começa desde logo com a história das próprias infraestruturas. No seu interior, tem salas dedicadas à história do serviço de saúde do Exército e vários arreios militares (de infantaria, cavalaria, artilharia, etc.). No exterior, encontram-se expostas várias peças de artilharia pesada.   Horário: Terça-feira a domingo, das 09h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00 (de novembro a março); das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 19h00 (de abril a outubro).

Museu Militar dos Açores

Foi pensado depois da 1ª Guerra Mundial com o intuito de preservar o património histórico-militar do Exército português existente nos Açores, em escassez até então. Criado em 2006 no Forte de S. Brás, tem um acervo ainda em construção, mas já consegue retratar de forma cronológica, e que apela aos mais jovens, a história militar açoriana.   Horário: Terça-feira a domingo, das 10h00 às 17h30h.

Museu Militar da Madeira

Em exposição neste museu estão a história do armamento militar na Madeira desde o século XVIII e a evolução da construção da fortaleza de São Lourenço, onde se situa desde 1995. Possui uma coleção de antigas peças de artilharia em bronze e outra de armamento ligeiro, com iconografia sobre a história do Exército português no arquipélago.   Horário: Terça a sexta-feira, das 10h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h00.

Museu do Ar

Situado desde 1968 no “berço da Aeronáutica Militar em Portugal”, a Base Aérea de Sintra, o Museu do Ar pretende expor o património histórico da Força Aérea nacional. É atualmente tido como um dos 20 melhores museus de aviação do mundo por parte da crítica internacional, graças ao seu acervo de mais de 10.000 peças.   Horário: Terça-feira a domingo, das 10h00 às 17h00.

M. Marítimo Al. Ramalho Ortigão

A atividade marítima e a pesca algarvias são os temas dominantes neste espaço criado em 1962. O Museu Marítimo “Almirante Ramalho Ortigão” conta com três salas distintas onde estão expostos navios, instrumentos e utensílios de pesca, entre outros artefactos ligados ao mar. Integra também uma biblioteca versada em várias áreas da ciência.   Horário: Segunda a sexta-feira, das 14h30 às 16h30.

Navio-Museu de Santo André

 Antigo navio de pesca do bacalhau português, construído nos Países Baixos, fez a sua última viagem em 1997 e é hoje um polo do Museu Marítimo de Ílhavo, em Aveiro.

Navio-Hospital Gil Eannes

Antigo navio-hospital português, que terminou o serviço em 1973, prestava auxílio às embarcações portuguesas de pesca do bacalhau nas águas da Terra Nova, e na Gronelândia, que exigiam vários meses de estada. Hoje, é navio-museu no porto de pesca de Viana do Castelo.

Fragata D. Fernando II e Glória

O último navio de guerra inteiramente à vela da Marinha Portuguesa é hoje um espaço museológico situado na doca de Cacilhas. Foi construído na Índia Portuguesa e teve um período de serviço de 33 anos, terminado em 1878.

Submarino-Museu Barracuda

Em missão civil desde 2013, depois de quatro décadas de serviço e 52.000 horas de navegação, o último dos quatro navios da classe Albacora a sair do ativo é hoje espaço museológico na doca de Cacilhas.