Pontos de Interesse


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Pontos de Interesse

Dinis de Melo e Castro

O herói da Guerra da Restauração da Independência Portuguesa, combateu mais de uma centena de vezes e foi ferido mais de vinte. Participou em todas as grandes batalhas durante os 28 anos de guerra, desde o posto de soldado de infantaria até capitão general da cavalaria portuguesa.

Dom João IV, O Restaurador

Coroado no dia 15 de Dezembro de 1640, o primeiro responsável pela restauração de Portugal não viveria tempo suficiente para ver o seu reino vitorioso e independente. O Restaurador, primeiro da dinastia de Bragança, deixou nos portugueses coragem, determinação e desejos suficientes para que levassem a cabo o seu desígnio.

Dona Luísa de Gusmão

Depois da morte do Rei D. João IV, foi graças à Rainha regente D. Luísa de Gusmão que os portugueses se conseguiram reorganizar. Com sangue espanhol a rainha jurou continuar o desejo do seu marido de ter um Portugal independente.

D. Afonso VI, O Vitorioso

O Vitorioso por ter sido durante o seu reinado que Portugal venceu a Batalha dasLinhas de Elvas. D. Afonso era o herdeiro legítimo de D. João IV, acabando por suceder à Rainha regente D. Luísa de Gusmão. No entanto, seria o seu irmão a governar efetivamente o reino devido à instabilidade mental de D. Afonso VI.

D. Pedro II, O Pacífico

Devido aos vários problemas mentais do seu irmão D. Afonso VI, era D. Pedro II que governava efetivamente Portugal. Chamado de O Pacífico por ter sido durante esta governação, ocorrida durante o reinado de D. Afonso VI, que se atingiu a paz com Espanha.

Filipe IV de Espanha

Filipe IV de Espanha, III de Portugal, foi o último rei da dinastia Filipina em Portugal, tendo sido contra ele que os portugueses se rebelaram em 1640, depois de sucessivos aumentos de impostos que visavam pagar as guerras do Império Espanhol, colocando de parte o desenvolvimento do território português.

Matias de Albuquerque

Comandante do exército português durante a Batalha do Montijo, em 1644, considerada a primeira grande batalha da Guerra da Restauração, depois de inúmeras escaramuças por todo o Alentejo. No discurso de batalha, incentivou assim as tropas portuguesas: No sucesso de hoje consiste a conservação das nossas vidas e a liberdade da nossa Pátria.

Marquês de Torrecusa

Impaciente com a demora do Rei de Espanha em concentrar as suas forças na revolução de Portugal, o Marquês de Torrecusa mostrava-se impaciente por atacar o exército português liderado por Matias de Albuquerque. Acreditando ser indiscutível uma vitória espanhola, o Marquês substimou os seus inimigos, investindo contra os portugueses de frente, sem qualquer tipo de estratégia.

André de Albuquerque Ribafria

Um dos melhores generais de cavalaria portuguesa durante a Guerra da Restauração, foi o comandante português que liderou a Batalha de Arronches, em 1653, abrindo caminho para um período de supremacia e iniciativas portuguesas contra Espanha.

Bustamante

General espanhol, comandante do exército castelhano durante a Batalha de Arronches em 1653, contra André de Albuquerque Ribafria, numa das cinco grandes vitórias portuguesas da Guerra da Restauração.

D. António Luís de Menezes

Um dos primeiros apoiantes de D. João IV durante a sua aclamação, fazendo parte dos 40 conjurados, foi o comandante português durante a Batalha das Linhas de Elvas em 1659, socorrendo a Praça de Elvas, na altura sob cerco. Seria de novo o comandante na última grande Batalha da Restauração, em 1665 – na Batalha dos Montes Claros.

D. Luís de Haro

Um grande militar espanhol, distinguido pela sua reconquista de Barcelona em 1652 e escolhido por Filipe IV para liderar os exércitos castelhanos na Batalha das Linhas de Elvas, em 1659, revelando-se um tremendo fracasso espanhol.

D. Sancho Manoel

Depois de guerrear os holandeses no Brasil, D. Sancho Manoel veio para Portugal, onde participou na Guerra da Restauração e na Batalha das Linhas de Elvas. Foi escolhido para liderar o exército português pouco depois, comandando as tropas de Portugal durante a Batalha do Ameixial, em 1663, destacando-se ainda na Batalha dos Montes Claros dois anos depois.

Conde de Schomberg

General Alemão contratado para a reorganização do exército português, chegando a liderar o mesmo durante a Batalha do Ameixial, em conjunto com o Conde de Vila Flor. Pelo meio, ficou conhecido pelos seus desacordos e discussões táticas e estratégicas com o Marquês de Marialva, D. António Luís de Meneses.

D. João José da Áustria

Filho bastardo de Filipe IV de Espanha, cedo se dedicou à vida militar, destacando-se em outras guerras levadas a cabo pelo Império Espanhol. Em 1661 é-lhe atribuído o título de Capitão General da Reconquista de Portugal pelo rei, seu pai. Reunindo o maior exército de que foi capaz, invadiu Portugal pouco depois, sofrendo uma pesada derrota na Batalha do Ameixial, sentenciando de morte a sua carreira militar.

Pedro Jaques de Magalhães

Apesar da maioria das grandes batalhas da Guerra da Restauração ter ocorrido no Alentejo, uma delas teve lugar no norte de Portugal, onde Pedro Jaques de Magalhães, Governador de Armas da Beira, liderou as tropas portuguesas a mais uma vitória, em 1664, na Batalha de Castelo Rodrigo.

Marquês de Marialva

A Batalha de Montes Claros foi a derradeira batalha da Guerra da Restauração e a honra de liderar o exército português coube a D. António Luís de Meneses, que já tinha comandado o exército nas Linhas de Elvas. Em 1665 ficou decidida a independência de Portugal do Reino de Espanha, numa batalha onde a maioria das grandes figuras militares marcou presença, confirmando a coragem e os valores portugueses demonstrados ao longo de 28 anos de guerra.

Marquês de Caracena

Vindo de Flandres a mando do Rei Filipe IV, o experiente e afamado comandante espanhol trazia consigo os mais experientes soldados, participantes nos mais variados teatros de guerra espanhola durante a Guerra dos Trinta Anos. Era a derradeira tentativa de conquistar Lisboa a partir do Alentejo e que culminou na Batalha dos Montes Claros, em 1665.

Gualdim Pais

  Um dos maiores cavaleiros portugueses, intimamente ligado à história da fundação de Portugal. Grão-Mestre da Ordem Templária, foi armado cavaleiro por D. Afonso Henriques no mesmo dia em que este foi aclamado rei. A Gualdim Pais deve-se a fundação de vários castelos, dos quais se destacam os castelos de Almourol e a obra monumental de Tomar, com o seu convento e castelo.

Afonso Henriques

  O primeiro rei de Portugal, cognominado O Conquistador, foi o responsável pela fundação do reino e da sua expansão, à época da reconquista cristã. Para isso contou com a preciosa ajuda da Ordem dos Cavaleiros Templários, a quem doou grande parte do território português.

Paio Mendes

  Foi, em conjunto com Bernardo de Claraval, um dos grandes fundadores do reino de Portugal. Se D. Afonso Henriques e Gualdim Pais eram os grandes mestres no campo de batalha, Paio Mendes, o verdadeiro aio do rei, foi o grande mestre político.

Bernardo de Claraval

  Responsável pela difusão da palavra da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, ou Templários, com o seu louvor à nova cavalaria e principal impulsionador da Segunda Cruzada dos Templários, Bernardo de Claraval tinha um sonho: o de criar um estado-nação o mais longe possível de Roma, vendo em Portugal e na sua expansão o local perfeito para a sua Ordem de Cavaleiros.

Abu Yusuf Ya’Qub al-Mansur

  Responsible for spreading the word of the Order of the Poor Knights of Christ and of the Temple of Solomon, or the Templars, with their praise to the new cavalry and main leverage of the Second Crusade of the Templars, Bernardo de Claraval had a dream: to create a state-nation as far as possible from Rome, seeing in Portugal and in its expansion the perfect location for your Order of Knights.

D. Nuno Álvares Pereira

Um génio no campo de batalha e um herói respeitado por toda a Península Ibérica, com uma grande devoção a Nossa Senhora cuja imagem sempre levou consigo no seu estandarte. Foi, quiçá, o grande responsável pela independência do reino de Portugal em relação a Castela em 1385. O “Santo Condestável” – ou D. Nuno, como era evocado em Castela para obrigar as crianças malcomportadas a comer a sopa – guerreou várias vezes em inferioridade numérica, inclusive na Batalha de Aljubarrota, mas nem por isso deixava de levar a melhor frente aos seus inimigos. É mencionado mais de uma dezena de vezes n’Os Lusíadas, de Luís de Camões, por ser um verdadeiro herói nacional e um dos principais responsáveis pela independência de Portugal face a Castela.

D. João I de Portugal, Mestre de Avis

Filho bastardo do rei D. Pedro I, mas legítimo vencedor da Batalha de Aljubarrota e posteriormente proclamado 10º rei de Portugal, deveu muito do sucesso do seu reinado a D. Nuno Álvares Pereira, seu amigo de juventude e o principal defensor da sua causa.   Em 1415, ao conquistar Ceuta, dava início à expansão portuguesa e a um dos períodos mais prósperos na história do país. O seu legado positivo valeu-lhe o título de “O de Boa Memória”.

D. João I de Castela

Aquele que pretendia ser o próximo rei de Portugal por via de casamento com a única filha legítima do rei D. Fernando, Beatriz de Portugal, acabou derrotado pelas tropas de D. João I, Mestre de Avis e de D. Nuno Álvares Pereira, na Batalha de Aljubarrota.

D. Filipa de Lencastre

A aliança Luso-Britânica surgiu do casamento de D. Filipa de Lencastre – neta de Eduardo III, rei de Inglaterra – com o rei D. João I de Portugal, decorrido na cidade do Porto. Assegurou uma excelente educação aos seus sete filhos e assumiu várias vezes o exercício do governo representando o marido, na sua ausência. O cronista Fernão Lopes retratou a rainha como generosa e amada pelo Povo, à semelhança da imagem deixada pelo seu cônjuge enquanto rei de Portugal.

D. Beatriz de Portugal

Apesar de ser descendente direta do rei D. Fernando e do seu casamento com D. João I de Castela, D. Beatriz de Portugal não chegou a ser rainha de Portugal porque o tratado das Cortes de Coimbra de 1385, que proclamou o Mestre de Avis como rei de Portugal, suplantou a legitimidade dos seus laços de sangue.

Brites de Almeida, a “Padeira de Aljubarrota”

Não há nenhum documento oficial que confirme a veracidade da história da Padeira de Aljubarrota. A lenda diz que a destemida Brites de Almeida teria matado com uma pá sete espanhóis que se encontravam escondidos no seu forno, fugidos da batalha. Essa lenda simboliza o apoio da população portuguesa à causa de D. João I de Portugal, e é ainda usada como um exemplo da resistência e luta do povo português.

D. Fernando I de Portugal

Foi a morte de D. Fernando que ditou a corrida dos “Joões” ao trono de Portugal. Em vida, fez dos conflitos com Castela uma prioridade no seu reinado, algo que continuou quando, já falecido, apenas deixou como descendente D. Beatriz de Portugal, casada com D. João I de Castela. Estes seriam portanto os sucessores naturais ao trono, segundo o acordado no Tratado de Salvaterra de Magos, não fosse a bravura do Mestre de Avis e do seu sempre fiel Condestável.

D. Leonor Teles

Enviuvada de D. Fernando I em 1383, D. Leonor Teles passou a ser regente do reino de Portugal e influenciada diretamente pelo seu amante galego, o Conde João Andeiro. Quando o rei morreu, alegou estar demasiado adoentada para comparecer ao funeral, receando a desaprovação do povo em relação à sua situação amorosa. O posterior assassinato do Conde às mãos do Mestre de Avis levou-a a procurar refúgio fora de Lisboa.

D. Pedro I de Portugal

Pai tanto de D. Fernando I como de D. João I (este sendo bastardo), ficou conhecido pelo seu temperamento forte, pelo seu sentido de justiça e pela eterna história de amor com a nobre galega Inês de Castro. Morreu em 1367, altura em que lhe sucedeu no trono D. Fernando I, um dos principais propulsores do processo da Independência.

Fernão Lopes

É graças aos vastos e detalhados relatos do cronista-historiador Fernão Lopes que, hoje em dia, temos documentada muita da história de Portugal dos reinados de D. Pedro I a D. João I. Com a sua pena, o guarda-mor da Torre do Tombo contou feitos e desastres, façanhas e derrotas do reino de Portugal, onde se incluíram a Batalha de Aljubarrota e pormenores da brilhante estratégia de guerra de D. Nuno Álvares Pereira.

Beatriz Pereira de Alvim

A morte da filha de D. Nuno Álvares Pereira, Beatriz de Alvim, em 1415 foi, para além da sua grande espiritualidade, o motivo próximo que levou O Condestável a ingressar na vida religiosa, doando aos seus companheiros de armas todos os bens que lhe haviam sido dados por D. João I pelo seu serviço ao reino de Portugal. D. Beatriz casou com D. Afonso, filho ilegítimo de D. João I, tendo este casamento dado origem à Casa de Bragança.

Conde João Andeiro

Amante da rainha D. Leonor Teles ainda durante a vida do rei D. Fernando, foi assassinado em 1383 pelo Mestre de Avis apoiado pelo povo, que considerava o caso um escândalo por ser cada vez mais óbvio, principalmente após a morte do rei. Não ajudou que o Conde fosse também grande defensor da causa castelhana.

João das Regras

Foi o principal defensor legal da causa de D. João I, Mestre de Avis, tendo mesmo conseguido aclamá-lo rei nas Cortes de Coimbra de 1385 apesar do contrato de linhagem ditar que o reino deveria pertencer a D. Beatriz, filha do antigo rei D. Fernando, e, por extensão, a D. João I de Castela, seu marido. Foi graças às ações do jurisconsulto que o Mestre de Avis e Nuno Álvares Pereira conseguiram impor a vontade dos portugueses de ter um reino independente.

Diogo e Pedro Álvares Pereira

Dois meios-irmãos d’O Condestável lutavam do outro lado da barricada, em nome de Castela e da causa da rainha D. Leonor. Apesar disso, foi em Portugal que Diogo e Pedro Álvares Pereira faleceram, na sequência dos ferimentos da Batalha de Aljubarrota, tendo Nuno Álvares Pereira ido sepultá-los em lugar que ainda hoje permanece incerto.

Nicolau Coelho

Um homem que esteve sempre no sítio certo, à hora histórica. Participou tanto na descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, em 1497-99, como na “acidental” descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral um ano depois, sempre aos comandos da nau Bérrio.   Navegador exímio, foi o primeiro a trazer para Portugal as boas notícias da chegada à Índia. Morreu no mar em 1504 enquanto regressava do oriente sob o comando de Francisco de Albuquerque, possivelmente naufragado ao largo de Moçambique.

Infante D. Henrique

Talvez o principal impulsionador da era das descobertas portuguesas, convenceu o seu pai, D. João I, a conquistar Ceuta em 1415, dando início a um dos períodos mais prósperos para o país.   Desempenhou várias funções governativas em Ceuta, ao mesmo tempo que geria os desembarques de vários navegadores portugueses para zonas até então remotas. O seu estatuto de grão-mestre da Ordem dos Templários, obtido em 1420, garantiu-lhe fundos que possibilitaram explorar ao máximo as potencialidades do Oceano Atlântico.

Vasco da Gama

Tinha apenas dez anos quando Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança. Décadas mais tarde, pela sua mão, conseguia repetir esse percurso e romper o monopólio do comércio mediterrânico que estava concentrado em Itália, fazendo chegar ao país várias especiarias depois disseminadas pelos territórios encontrados.   Um dos nomes mais da Era dos Descobrimentos, Vasco da Gama comandou as primeiras naus que chegaram à Índia em 1497-99 – uma delas capitaneada por Nicolau Coelho – e reafirmou a superioridade da presença marítima de Portugal, ao mesmo tempo que definiu rotas comerciais importantíssimas até para o desenvolvimento da Europa.

Pedro Álvares Cabral

O caminho para a Índia trilhado inicialmente por Vasco da Gama revelou-se cheio de surpresas para Pedro Álvares Cabral que, ao percorrê-lo, em 1500, acabou por se afastar demasiado da costa africana e vir a desembarcar na costa sul do continente americano, no litoral do Brasil, que inicialmente pensava tratar-se de uma ilha.   Feita e comunicada a descoberta das novas terras ao rei D. Manuel I, a frota de Pedro Álvares Cabral, da qual fez parte o capitão Nicolau Coelho, reabasteceu-se e rumou finalmente a Calecute, na Índia, tendo sido reduzida a metade por uma forte tempestade e tendo sofrido outras baixas por conflitos com os comerciantes árabes que se recusavam a abdicar do seu monopólio para Portugal.

Bartolomeu Dias

Encabeçou a expedição que conseguiu, em 1488, dobrar o Cabo da Boa Esperança (ou Cabo das Tormentas) a sul de África, fazendo pela primeira vez a ligação entre o Oceano Atlântico e o Índico que permitiu a Vasco da Gama chegar à Índia.   A par com Nicolau Coelho, comandou mais tarde também alguns navios do próprio Vasco da Gama e de Pedro Álvares Cabral nas suas expedições.

D. Manuel I

Reinou Portugal durante o período mais produtivo d’Os Descobrimentos (1495-1521), o que lhe valeu o cognome de “O Bem-Aventurado”, herdando as explorações marítimas já iniciadas pelos seus antecessores e que começavam agora a dar frutos.   Capitalizou a riqueza conseguida com as novas rotas comerciais e erigiu vários edifícios reais, posteriormente agregados sobre a classificação comum de “estilo manuelino”.

Luís Vaz de Camões

Um dos maiores autores de sempre da língua portuguesa e do ocidente, referiu-se a Nicolau Coelho como um “grande sofredor” com “experiência em armas e furor”. Só depois da sua morte, em 1579 ou 1580, é que a sua obra teve reconhecimento e começou a ser considerada um símbolo de identidade nacional.   Combateu em África e viajou para o oriente em 1553, onde começou a escrever “Os Lusíadas”, uma epopeia acerca da grandiosa história de Portugal com especial enfoque nos Descobrimentos.

Fernão de Magalhães

Apesar da sua morte durante o percurso, em 1521, em combate nas Filipinas, é creditado como a primeira pessoa da História a fazer uma viagem completa de circum-navegação (de 1519 a 1522) à volta do globo. A expedição foi terminada pelo espanhol Juan Sebastián Elcano.

Afonso de Albuquerque

Na sua primeira visita ao oriente, em 1503, Afonso de Albuquerque percebeu que havia necessidade de segurar a posição portuguesa no Oceano Índico. Como governador da Índia, conquistou então vários pontos estratégicos por via militar, promoveu a miscigenação e, no plano sociopolítico, tentou fechar todas as passagens navais para aquele oceano, reduzindo as influências otomanas, árabes e hindus.

Fernão Mendes Pinto

Fez parte de uma das primeiras expedições portuguesas que pretendiam alcançar o Japão, na década de 1540, e que introduziram naquele país as armas de fogo. A sua obra “Peregrinação”, que fala sobre as suas experiências de vida, foi publicada postumamente, em 1614. É um dos títulos mais célebres da literatura de viagem portuguesa.

Jorge Álvares

Foi o primeiro explorador europeu a chegar à China, em 1513, à atual cidade de Hong Kong. Levantou o primeiro Padrão português naquele país, e lá construiu um proveitoso sistema de comércio entre a atual Malásia e a China.

Pêro de Alenquer

Talvez o melhor piloto do seu tempo, tendo sido mesmo escolhido pelo rei para pilotar a caravela comandada por Bartolomeu Dias que dobrou o Cabo da Boa Esperança em 1488. Tal como Nicolau Coelho, participou também na expedição de Vasco da Gama à Índia como piloto-mor da nau São Gabriel.

João Gonçalves Zarco

A par com Tristão Vaz Teixeira, foi capitão-donatário da ilha da Madeira, na zona do Funchal, depois de uma viagem de reconhecimento inicial em 1425. Foi um dos navegadores portugueses que se ocuparam de terras desertas no meio do Atlântico e que lá firmaram a influência do país.

Diogo de Silves

Navegador português que terá descoberto pela primeira vez, em 1427, as ilhas de São Miguel e Santa Maria, nos Açores, e posteriormente as cinco ilhas do grupo central do arquipélago. Alguns anos depois, o Infante D. Henrique mandava o explorador Gonçalo Velho numa viagem para localizar as ilhas avistadas por Diogo de Silves.

Fernando, o Infante Santo

Assim chamado por ter morrido em cativeiro de forma a evitar a perda de soberania do reino português sobre Ceuta. Em 1437, o Infante Santo acompanhou o irmão mais velho, o Infante D. Henrique, numa expedição militar ao norte de África que saiu falhada. Os portugueses renderam-se e deixam-no em Fez como moeda de troca, enquanto Ceuta não voltasse para o domínio mouro.

Martim Afonso de Sousa

Foi o grande responsável pela defesa da costa brasileira e pela colonização do seu litoral desde 1530. Partiu três anos depois para a Índia, como capitão-mor daqueles mares, e foi responsável por várias conquistas militares importantes para as relações de Portugal com o oriente.

João de Barros

Educado durante o apogeu d’Os Descobrimentos, foi um dos maiores historiadores do país e um dos grandes responsáveis pela definição da gramática da Língua Portuguesa à época, por volta de 1540, com várias obras publicadas sobre o assunto. Exerceu diversos cargos de gestão ultramarina, tanto na Índia como no Brasil

Pêro de Escobar

Enquanto piloto sob o comando de Nicolau Coelho, fez regressar a nau Bérrio a Lisboa em 1499 para dar as boas-novas ao reino sobre a descoberta da Índia, tendo participado também na descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral. Antes, tinha estado ao serviço de Fernão Gomes nas suas explorações da costa ocidental africana.

Diogo Dias

Navegador experiente, irmão de Bartolomeu Dias, acompanhou-o na viagem que permitiu a dobragem do Cabo da Boa Esperança em 1488, separando-se eventualmente da expedição e descobrindo a atual ilha de Madagáscar.   Comandou também, tal como Nicolau Coelho, um dos navios de Pedro Álvares Cabral que chegou ao Brasil em 1500.

Fernão Gomes

Também chamado de Fernão Gomes da Mina, pela recolha de ouro de aluvião que levou a cabo na atual cidade ganesa de Elmina a partir de 1471, foi um dos maiores comerciantes e exploradores portugueses da costa ocidental africana. Homem de grande fortuna, patrocinou vários capitães e navegadores portugueses de renome nas suas expedições por África.

Pero Vaz de Caminha

Foi escrivão da armada de 13 navios de Pedro Álvares Cabral que descobriu o Brasil e autor da “Carta a El-Rei D. Manuel”, onde documentou ao monarca todas as suas primeiras impressões sobre aquela região ultramarina. A carta de Pedro Vaz de Caminha, datada de 1500 e que menciona também a tripulação do Bérrio de Nicolau Coelho e outras personalidades da expedição, é o primeiro documento escrito da história do Brasil.

Henrique de Coimbra

Frade e bispo português que serviu como missionário em África, na Índia e no Brasil, tendo mesmo celebrado a primeira missa daquele futuro país em 1500, no mesmo ano em que lá chegara com os navegadores portugueses.

Tristão da Cunha

Explorador e comandante português, foi o primeiro vice-rei e governador da Índia Portuguesa. Descobriu várias ilhas no Oceano Atlântico, nas quais recolheu os espécimes exóticos com os quais desfilou em 1514, em Roma, perante o Papa Leão X. Dá nome a um arquipélago no sul do Atlântico, hoje sob domínio britânico.

Mirocem

Governador da cidade do Jidá, no Mar Vermelho, foi um dos principais e recorrentes adversários de Portugal na luta pela hegemonia do Oceano Índico ao longo de todo o séc. XVI.

Meliqueaz

Um dos mais distintos guerreiros da época d’Os Descobrimentos, servia o sultão de Guzerate, que vivia do comércio no Mar Vermelho e no Egito. Sentindo-se ameaçado pelos portugueses, fez de tudo para afastá-los do território. Contudo, no final da Batalha de Chaul, em 1508, poupou e libertou os cerca de 20 soldados portugueses que sobreviveram.

Lourenço de Almeida

Chamado de “diabo louro” pelo seu aspeto e capacidades no campo de batalha, pelejou várias vezes no oriente, inclusive na Batalha de Chaul, em 1508, onde comandou os seus homens até morrer. Foi este acontecimento que fez o seu pai, D. Francisco de Almeida, decidir vingar-se na Batalha de Diu, em 1509.